<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455</id><updated>2012-02-15T12:22:16.550-02:00</updated><title type='text'>ATRAVESSAMENTOS</title><subtitle type='html'>Aqui discutiremos o cotidiano, em tudo o que nos atravessa, nos produz. Porém, na tentativa de lançar um outro olhar, buscando pensar de outra maneira, criando novos afetos possíveis, rachando os fatos.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>40</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-8902668038221847334</id><published>2011-12-13T02:22:00.005-02:00</published><updated>2011-12-14T01:02:52.052-02:00</updated><title type='text'>NOS BURACOS DO TEMPO - parte 2</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: 13.0pt; line-height: 115%;"&gt;O que talvezprimeiramente nos passe desapercebido é justamente, ou melhor ainda, écrucialmente o que nos dará algum sentido ao episódio narrado, fazendo quemsabe, saltar dele algo do que ainda não se viu, mas que parece ligeiramenteoculto na história clichê do adolescente. Supostamente todos já fizeram algoparecido ao que faz nosso Rodolfo, ou quando não, quiseram muito fazer e nãofizeram por serem por demais perigosas as circunstâncias ou em outros casos,por serem muito contundentes os batimentos cardíacos e muito intenso o frio noestômago. Há ainda os casos daqueles que foram vítimas dos espiões e ainda osque apenas ouviram essas peripécias pela vizinhança. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: 13.0pt; line-height: 115%;"&gt;Por outro lado,sempre houveram as descuidadas ou as maliciosas, fazendo-lhes conforme avontade e ao direito de se trocarem ou se despirem sem vergonhas e comoquizessem dentro de seus próprios lares. Mas no ato de Aline há o que nemsequer o menino espião foi capaz de se dar conta, ou talvez tenha percebidoperifericamente, sem desperdiçar detalhadas atenções com coisas fora doprimeiro plano, o qual sabemos muito bem qual é. Sabemos mesmo que é um tantoquanto comum pararmos por alguns segundos numa mesma posição, como queabdusidos por algo que parece totalmente fora de um dado encontro, de um dado momento,porém mesmo sem pesquisas de campo, arriscamo-nos concluir que esses momentosde congelamento duram apenas alguns segundos, dificilmente chegando a completarsessenta deles. Entretanto, não nos custa repetir que a moça permanecera numamesma posição, sem qualquer movimento visível, por longos minutos. O que demuito contém este detalhe não se sabe, embora possam estar curiosos alguns.Esperamos que no desenrolar dos acontecimentos vindouros se possa arejar adúvida, mesmo porque, responde-la simplesmente, seria demasiada arrogância. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: 13.0pt; line-height: 115%;"&gt;Ali em frente ajanela, espreitando por entre a persiana, Rodolfo percebe algumas sombrastambém estáticas, mas nada, nada é capaz de lhe roubar o foco até o momento deseu ápice e consequente rápido declive. A menina segue seu ritual e já com seu &lt;i&gt;baby doll&lt;/i&gt;, fecha a janela, momento emque também Rodolfo se recolhe e vai para cama, assim como sua deusa vizinha, crendoele, com sua fé tortuosa, mas paradoxalmente como um bom fiel, que suadivindade não o olha o suficiente, quem sabe até chegando a tal ponto, quedisparate, de desconhecer sua existência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: 13.0pt; line-height: 115%;"&gt;Amanhece o dia ea primeira atitude pensada do rapaz é a de abrir a persiana e após ela ajanela, e se pôr a olhar um pouco mais despreocupadamente o quarto de Aline,cujas janelas abertas mostram sua ausência, como já previa Rodolfo. De férias,o bom aluno decide ver um filme, daqueles bem antigos e ainda em vídeo cassete,atitude “retrô” ocasionada por não o ter encontrado &lt;st1:personname productid="em dvd. Sentado" w:st="on"&gt;em dvd. Sentado&lt;/st1:personname&gt; na sala,desfrutando as frutas do café da manhã, pausa e despausa a película porinúmeras vezes, volta cenas, as revê em câmera lenta. Ali é o dono do tempo, odeus das vidas que desfilam sem lhes saber o que o futuro as reserva. Ele, aocontrário, já o sabe. Vê o tempo não como os personagens o vêem, passado,presente, futuro, uns após outros, mas sim como num plano eterno cujo odesenrolar é uma imagem apenas, cíclica e longa. Em sua poltrona confortável,esparramado entre almofadas de pano frio, viaja para algo maior ao ver emcâmera lenta uma cena. “Será que o tempo da gente, da vida real, não é como odo filme? Mesmo que não haja alguém para vê-la, a imagem não é mais aberta earredondada que uma linha reta, como imaginamos?” Dali ao segundo seguinte é umespanto! Saltando do sofá e atirando involuntariamente por todos os lados asalmofadas de pano frio, ele pensa audaciosamente se o tempo da vida real não éespaçado tal qual num filme. Pois sim, onde nossos olhos enxergam umacontinuidade por entre um acontecimento e outro, como que costurados, nãoseriam eles limitados e um tanto lentos para perceberem os espaços vazios entreum instante e outro. E se, naquele momento de espião, onde Aline se detém porum tempo longo demais e as sombras não se movem, não estivera ele justamentenum dos buracos do tempo real?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: 13pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: 13pt; line-height: 115%;"&gt;(CONTINUA...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-8902668038221847334?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/8902668038221847334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=8902668038221847334&amp;isPopup=true' title='38 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/8902668038221847334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/8902668038221847334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2011/12/nos-buracos-do-tempo-parte-2.html' title='NOS BURACOS DO TEMPO - parte 2'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>38</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-4798940505007299051</id><published>2011-11-29T14:40:00.001-02:00</published><updated>2011-11-30T14:30:38.300-02:00</updated><title type='text'>NOS BURACOS DO TEMPO - parte 1</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif; font-size: 13pt; line-height: 115%;"&gt;Otempo avança e com tamanha simplicidade faz correr os fatos uns após outros, concatenadosestes, rumando o minuto seguinte. O silêncio de seu quarto parece suspenso do restodo mundo, distante e diferente da programação muda que segue na televisão que separa o breu do quarto de Rodolfo. &amp;nbsp;Acabam asnotícias tristes, emendam-se os humorísticos e logo a seguir vêm oscomentários do futebol com os gols da rodada e mais uns “quem sabe?” de comentáriose especulações. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif; font-size: 13pt; line-height: 115%;"&gt;Já fazquase duas horas que o garoto foi para a cama, dentre as quais uns cinquenta minutosque sua mãe se convencera que ele já dorme e mais uns trinta que dormira elamesma. Fora isso, há quinze minutos, percebera Rodolfo que a semana é quaseigual à passada. Ele aguarda a chegada de sua vizinha, abençoadamente desanteciosa,que costuma chegar tarde da faculdade, sedenta por um banho que lave a canseirado dia, talvez apenas menos ávida que Rodolfo, que por vezes tem seus diassalvos por esses banhos de Betsabá. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif; font-size: 13pt; line-height: 115%;"&gt;De suajanela, estrategicamente dissimulada com sua persiana quase fechada por inteiro, afora por uma fresta na medida do globo ocular, não é possível ver o que se passa nobanheiro de Aline – a vizinha –, mais precisamente embaixo do chuveiro. Ele esperapacientemente o tempo que leva o banho, somado a uns quantos minutos em que nãosabe o que se passa, embora pense que seja o tempo de esfoliantes ou loções, esquecendo-seque a jovem da frente tem também suas necessidades fisiológicas por lá, asquais não detalharemos aqui por ausência demasiada de conveniência, imaginando tambémque isso interessaria ainda menos a um menino em plena puberdade. Nem todas asverdades merecem ser ditas, melhor seria imaginar outras ilusões, tal qual ummenino de quinze anos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif; font-size: 13pt; line-height: 115%;"&gt;O ciclose repete como o próprio Rodolfo reparara. Ela entra em seu quarto e tranca aporta, pouco se importando com seu espaço de janela aberta, que é pouco, sejadito, mas que a tudo não esconde. Acende a luz do banheiro, vigiada por Rodolfoque, de cá, percebe pelo basculante a claridade se espalhar. Desliga sua televisão, sabendo bem, apesar da tenra idade, que o triunfo daquele que vigia está também em se converter em invisível. Ela retornarapidamente ao quarto, já sem a blusa, ainda com sua saia longa e seu sutiã quea cobre. Apaga a luz do quarto e retorna ao banheiro, mais precisamente suasuíte. Ele percebe, após alguns instantes, uma breve queda de energia pela luzque se enfraquece e que dura o tempo em que se da o banho, pelo menos são asconclusões do menino, somado ao vidro embaçado rapidamente e, para constar, nãoé preciso ser tão inteligente para saber que ele não estava errado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif; font-size: 13pt; line-height: 115%;"&gt;Aproxima-seo momento mais aguardado do dia. Rodolfo o desfruta lentamente, já tem algumaexperiência na cena, como quando desembrulhava seus presentes de criança,calmamente, na certeza de uma alegria próxima. Ao retornar ao quarto, aparecemais próxima a sua própria janela, lugar onde talvez esteja sua cômoda ondeguarda sua camisola. Ele a vê da cintura para cima, nunca soube se estaria nuadali para baixo. Os seios completamente desnudos o hipnotizam, formando umapaisagem com seus cabelos curtos e bagunçados, poucos centímetros acima dosombros. Ali ela fica, meio de lado, meio de frente, com os seios à mostra numângulo de quarenta e cinco graus. Está completamente estática e assim permanece alguns longos minutos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif; font-size: 13pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif; font-size: 13pt; line-height: 115%;"&gt;(CONTINUA...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-4798940505007299051?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/4798940505007299051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=4798940505007299051&amp;isPopup=true' title='42 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/4798940505007299051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/4798940505007299051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2011/11/nos-buracos-do-tempo-parte-1.html' title='NOS BURACOS DO TEMPO - parte 1'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>42</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-8635698502662082465</id><published>2011-11-06T02:14:00.003-02:00</published><updated>2011-11-06T02:15:57.973-02:00</updated><title type='text'>UMA LOUCURA AVULSA</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif; font-size: 13pt; line-height: 115%;"&gt;Lá vaiele novamente com seus pés calçados, ainda que levemente enlameados por contadas chuvas dos últimos dias. Fechou o portão sem me perguntar se era meuintento acompanhá-lo. Já não sei se me ignora de fato ou se a indiferença já olançou a outras modas. O que em mim arde e me sufoca é seu silencio incisivo. Logoele que sempre falou tão alto; logo nós que sempre fizemos tanto barulho juntos.&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif; font-size: 13pt; line-height: 115%;"&gt;Naquelestempos havia prantos, sofrimentos, melancolias. Porém, hoje a mediocridade lhesobra e seus sorrisos não passam de cumprimentos e convenções. Quase lhe bato nos ombros, mas não possomais tocá-lo. Quero levitar a cama e deixá-lo cair do alto, mas não tenho maisforças.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Garamond, serif; font-size: 17px; line-height: 19px;"&gt;Sigo sozinho,com ele a frente, bato o pé, o único que me resta, pois o direito já medesapareceu há umas tantas semanas. A dor de não ser real é a que me visita; nãotenho sangue, nem nunca tive. Não sou um zumbi, não me confunda. Tinha apenascom ele, mas não ardia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif; font-size: 13pt; line-height: 115%;"&gt;Ele seguea rua anoitecida, deserta&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif; font-size: 13pt; line-height: 115%;"&gt;–&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif; font-size: 13pt; line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp;já disse que chove? Pouco. Seu cabelo bemornamentado ganha um tom orvalhado das gotas que não escorrem e teimam em não sediluírem por entre os fios negros. Sua roupa simetricamente sóbria e seu cheirode banho recente quase o tornam outro. Sua sacola preta nunca mais carregou ossonhos chamados impossíveis que eu lhe dava para juntos subverte-los. &amp;nbsp;Guardava-os tão cuidadosamente. Vivia-os tão irresponsavelmente.Ele e eu, pela selva, pelos ares. Juntos de tantos outros. Às vezes outrosdemais. Os agentes, os teletransportados, os alienígenas, as escaladas à Torre Eiffel,os cochilos nas pirâmides do Egito. Deitara ao lixo, tempos desses, uns quantospedaços de outro planeta que descobrimos numa viagem. Agora, na sacola preta deplástico, seguem apenas alguns filmes de bombas e explosões, dessas imagens fantásticasque nos fazem ver passivamente, sentados ao sofá, e que devolverá a locadora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif; font-size: 13pt; line-height: 115%;"&gt;Ponho-medo outro lado da rua, mas seu caminhar é reto e estreito, de modo que seu olharnão lança luz sobre minhas piruetas. Passo em sua frente e sequer uma trombada sefaz possível. Colocar-me-ia a voltar até sua casa e pôr fogo em tudo. Queimariasua identidade. Mudaria os números dela. Abriria a tampa do vaso sanitário eporia abaixo toda aquela sanidade encapsulada e comprimida. Esfregá-los-ia atéao pó cano adentro com a descarga. Nada disso posso. Sou como um anjo da guardaque circunda e rodeia um homem, embora proteção não seja meu ofício. Possoestar apenas onde ele está. Existir, quando muito, apenas em ele me permitir.Pensando bem, parece que sou mesmo um zumbi, embora pareça não lhe fazerqualquer zumbido. Sou uma senhorinha buscando ganhar a vida com o corpo emplena Hollywood. Não o seduzo mais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif; font-size: 13pt; line-height: 115%;"&gt;Não mevê. Não me sente o cheiro. Não exalo fragrância, mas há um cheiro. Agora serefere a mim como “delírio”, mas não suporto meu novo nome. “Não o tenho mais”,diz a quem se preocupa. Preferia “Raul”, pois assim me apresentei e assim meaceitou de pronto. Fiz de tudo um tanto e já passou do ponto de uma birra de imaginação mimada. Malabarismos com seus eletrodomésticos, levitação emfrente à TV, meu preferido, diga-se de passagem. Mostrei o rosto em fumaça de café e fiz castelos animados de batatas-palha. Coube até em bolso de camisapara não ser abandonado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif; font-size: 13pt; line-height: 115%;"&gt;Perdi forçassem estar velho. Quem me visse, caso fosse possível alguém ver a imaginação de outrem,olha que desconfio que fui motivo de risos para algumas crianças e atéadultos, orgulho-me disso, claro fique, embora pareça invasão de privacidade,ou seria invasão de insanidade alheia, ainda que no fundo, no fundo, sejamos dequem olhar primeiro, ou até por último ora, o importante é sobreviver, enfim,não me dariam mais que 30 anos. Desculpem, ando demasiado fugidio neste parágrafo. Tenhoa mesma idade desde sempre. Idade nenhuma. Sou corpo sem pele. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif; font-size: 13pt; line-height: 115%;"&gt;Até suicídiosimulei, com ares de um suspense assustador de Hitchcock em alguns, noutras comas cores vermelhas da brutalidade visceral de Tarantino. Algumas vezes morri. Viu-meraras vezes em tudo. Nada além de sombras, quando muito retumbâncias. Era felize não sabia; vivia ainda. A última vez de que tive notícias de seu olhar foi aoatravessar uma densa avenida. Seus olhos brilharam, arrepiou-se a pele docoitado, não mais que cinco míseros e incontáveis segundos. Esboçou imediatamenteum movimento com seu braço direito, o mais próximo a mim. Seus joelhoslevemente se inclinaram como quem anuncia um desejo de correr, de sairrapidamente de um ponto a outro. Queria me salvar. Zangou-se naquele dia. Após conseguirtravar seu próprio corpo da loucura de arriscar-se pelo seu “delírio&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Garamond, serif; font-size: 17px; line-height: 19px;"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Garamond, serif; font-size: 17px; line-height: 19px;"&gt;&amp;nbsp;– reiteroque odeio o novo nome – franziu a testa, cerrou os olhos e seguiu a vida dandode ombros. Talvez pareça um exagero de minha parte, fazendo de um pouco muito.Imaginação? Não me peça para ser racional, já me basta aquele do qual falo. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif; font-size: 13pt; line-height: 115%;"&gt;Está bem.Todos devem aceitar seu fim. Quem sabe seja melhor me extinguir num mundo ondenão há espaços para uma imaginação ganhar a cena. Mortos por pílulas. Verdadeirogenocídio difundido por doutores. O maior crime do colarinho branco dos tempos.Restam-me os sonhos. Não me agrada lá, onde somos todos iguais e podemos quasetudo. Prefiro aqui. Em me pôr a caminhar por territórios rudes e quebrar-lhe oschãos feitos de concreto, nos lugares que não me são os de costume, os de longede minha terra. Sou um nômade, oras. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif; font-size: 13pt; line-height: 115%;"&gt;Deito aolado de sua cama em fins de noite e grito que não irei desistir. Minha voz inexiste. Batopalmas. Melhor seria ele desistir de me ausentar ou investir ainda mais pesadoem seus remédios para que, assim, logo eu suma e nem mesmo em lembranças retorne. Elequase dorme. No quarto escuro, vendo seu rosto sombreado, desencanta no cantode sua boca um sorriso. Só posso concluir que deseja me ensandecer. Estou fatigado, devo admitir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13pt; line-height: 115%;"&gt;Perceboque minha narrativa tomou o tom duma conversa. Isso, com você leitor. Faloeu, imaginas tu. Já começas a me dar vida.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 17px; line-height: 19px;"&gt;Tornastes&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13pt; line-height: 115%;"&gt;-me real.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Garamond, serif; font-size: 17px; line-height: 19px;"&gt;Muito prazer! Como chamas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-8635698502662082465?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/8635698502662082465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=8635698502662082465&amp;isPopup=true' title='47 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/8635698502662082465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/8635698502662082465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2011/11/uma-loucura-avulsa.html' title='UMA LOUCURA AVULSA'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>47</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-6980423886437552052</id><published>2011-10-21T22:30:00.000-02:00</published><updated>2011-10-21T22:38:36.368-02:00</updated><title type='text'>A Vida dos Monumentos - final</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Lá estava do outro lado da rua, o número53, muro baixo e chapiscado, onde a cadeira de seu velho amigo velho já nãoestaria. Foi dali, assustado, que vira seu amigo sair pela última vez, sedado,levemente acordado, quase sonâmbulo, com um resquício de transe em seu olhar, comoque suplicando ajuda, como que clamando ser acreditado. Muitas vezes é o queresta aos nossos velhos, bem o sabe senhor Esteves, pedir crédito para existir."Tarde demais", culpava-se, "isso não se poderá mudar". Aslembranças são dolorosas e essas a idade não faz esquecer. Recorda o dia em queabrira o jornal e,&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;estupefato, lera a notícia de que, numacidade vizinha, onde nascera seu velho amigo velho, uma estátua fora erguidacom a legenda "HERÓI DE GUERRA", entre outras homenagens. "Logoele, tão covarde", ria-se o senhor Esteves, "ele que odiava a guerra;tudo por ser o primeiro", concluía Esteves, crendo que o amigo fora oprimeiro a desvendar a barbárie.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Mas caso o senhor Esteves dali não saísselogo, tarde também seria para ele, pois o relógio permanece a circular, esse éo regime de&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Cronos. Seu velho amigo velho nada haviafeito de relevante, da guerra muito mal participou, recusou-se a atirar,recusou-se a fugir, recusou-se a ajudar. Depois de morto tornara-se o um senhorda guerra. Já o senhor Esteves é um grande poeta, mesmo que há uns quantostempos não produza. Ele que se tornou agora um engodo para a economia, umatraso para o progresso, um desvio para o axioma do "novo". Caindo emsi, do pouco que lhe resta, vai à&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;direção&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;de sua casa por um caminho diferente, dadas&amp;nbsp; as&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;circunstâncias,nada mal. Ainda da esquina pode avistar ao longe, escorando-se junto ao postecomo um&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;detetive&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;deum filme "meia-boca", porque convenhamos,&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Sherlock&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;seria demasiada ingenuidade pelo quese vê. Percebera com sua vista cansada que o perigo ainda não aperta tanto.Seguira rezando, um pouco involuntariamente, ele que em divindades jamaisacreditou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Adentrando a pensão lhe faltou à coragemem encarar a senhora dona do lugar, que da cozinha já anunciava o cheiro dequeimado. Entretanto, as narinas que mal respiram não se dão conta dos odoresque lhe visitam, isto é, o senhor Esteves subiu&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;diretamente&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;a&lt;/span&gt; seu quarto. Entrou em seus aposentosjá tentando trancar a porta para que ninguém se aproximasse, mas as chaves seescondiam bem,&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;maquiavelicamente&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;espreitando e esperando o desfechofatal, rindo-se silenciosamente com requintes de crueldade. Já indiferente àporta, partira ávido atrás de seus comprovantes de existência. Picotou-ostodos, pelo menos os que encontrara, colocando todos os fragmentos numa sacolaplástica de mercado, sua melhor mala e quem sabe o melhor disfarce. Dali,suando, escutara algo que parecia um automóvel a estacionar, uma ambulância,como viria a conferir pela janela. Um triste&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;enjôo&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;nascera entre as entranhas, escalando todo o caminho por onde só se deveria descer. Os&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;vômitos&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;lhe saíam fracos; o senhor Estevesescorava-se nas paredes buscando a porta que lhe tiraria dali, a porta que lheabriria um novo caminho de fuga, que lhe permitiria outro lugar para se estar eaquele maldito lugar, outrora um lar, enfim abandonar. É trágico como um lugar em poucos minutos, outras vezes alguns dias, algumas declarações, pensamentos, commuito pouco um lugar se&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;transfigura&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;completamente,neste caso, para o pior.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Quem lhe amparou pelos braços enquantodesfalecia fora um dos enfermeiros. Aterrorizado e perdendo os sentidos, osenhor Esteves não pôde sequer xingar seu algoz. Por um lado se acalenta, é obraço esquerdo, enquanto que, por outro lado, se afugenta, é o braço direito. A&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;injeção&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;tem efeito instantâneo. Dali até seudestino, esse sim um nome bem a calhar, pois como tal não se escolhe, suasúltimas memórias seriam estilhaçadas tal qual os documentos rasgados, maisfragmentadas que de costume. Numa das poucas imagens que lhe sobrara, já dentroda suposta ambulância, vira ao lado de fora a jovem jornalista, neta de seuvelho amigo velho, com a cara de pesar, com a cara do dever cumprido, tudo emapenas um rosto. Apagou novamente, apagou&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;derradeiramente. Suas lembranças agora sãonossas. Nem mesmo lhe restou tempo para ver sua sedação total, seu desfeche,sua bancarrota. Não veria também que sua pele seria arrancada antes mesmo dofalecimento oficial. Banhado em cobre, corrigidos os contornos antes da secagemfinal. Já não batia seu coração quando foi tornado estátua. Não veria ashomenagens e nem as honras em praça pública. Não veria também que a jovemjornalista não iria à inauguração do monumento no centro da cidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O que também o senhor Esteves não vira emsua última troca de olhares com a moça, fora seu semblante desconfiado, talvezpor honra de sangue, talvez por veia&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;jornalística, provavelmente pelos dois. Nãovira também o que aconteceria com a investigação que a jovem conduziria,clandestinamente, e os anúncios que faria - como na&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;polêmica&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;manchete "O HERÓI QUE NÃOSUPORTAVA A GUERRA" -, mais todo o material reunido para desmascarar afarsa do conselho da cidade. De certo, o senhor Esteves também não ouviria osom do telefonema que&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;sobressaltou&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;a jovem, no meio da madrugada, com a voz que lhe dissera o que a deixaria como num pesadelo que se iniciadepois de terminar o sono&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-6980423886437552052?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/6980423886437552052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=6980423886437552052&amp;isPopup=true' title='39 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/6980423886437552052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/6980423886437552052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2011/10/vida-dos-monumentos-final.html' title='A Vida dos Monumentos - final'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>39</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-2246586299742036516</id><published>2011-10-07T15:53:00.000-03:00</published><updated>2011-10-07T15:53:01.956-03:00</updated><title type='text'>A Vida dos Monumentos - parte 1</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O céu aberto da manhã de mais um dia, dos quais chamamos úteis, ainda que não se saiba exatamente para quem, clareia a normalidade dos andamentos dos movimentos quase reeditados, os mesmos de ontem, semelhantes aos de anteontem, provavelmente um prenúncio de amanhã. Em mais um dia aquecido pelo sol incendiado, os corpos caminham tranquilamente, despreocupados e bem distribuídos na geografia projetada da cidade. Apesar da inexistência das nuvens, a temperatura não é elevada e o ar que entra não chega a fazer escorrer o suor. Porém, para todo esquema bem desenhado existe um rabisco possível, uma discrepância real. Algo que desdenha do todo, mas cuida para não ser apagado com uma borracha. O senhor Esteves corre o quanto pode. O melhor seria, ainda, dizer que se apressa, aflito, inimigo ele mesmo declarado da perfeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem saber por onde começar, mal sabendo que ninguém seria capaz, talvez não venham a saber que de tudo que aparece seu ponto de origem nunca se apresenta, ainda que se diga "eureka", traga-se alívio e ilusão, é acalentado pela jornalista que resolvera recebê-lo sem hora marcada. Lembrara de seu avô, a pouco falecido, a quem pouco visitava quando vivo. O trabalho não era pouco e o tempo, desconfiamos, está mesmo quase extinto. Movida assim, digamos, por motivos pessoais, recebe o ofegante senhor Esteves. "Beba uma água, senhor Esteves; acalme-se antes de falar". Ele consente e empurra goela abaixo aquela água pesada, pois apesar da garganta seca, o que o levou a beber foi puramente um sentido de estratégia, para evitar que saísse da bica da jovem o velho chavão de que os velhos são um tanto quanto teimosos, efeito da idade, diriam. Conquistaria assim, a atenção da moça e uma pré-credibilidade a seu infame discurso.terminadas as conversações, percebeu que não comovera a jornalista, que pedia que pensasse melhor , tentando convencê-lo do quão absurda era sua ideia, mas eufemisticamente falou, afinal, ela ainda respeitava os mais velhos. Ao fechar a porte para aquele senhor, pensou no que aconteceria se aquela notícia se tornasse publicada, em como reagiria aquela sociedade em ler que as estátuas da cidade eram literalmente feitas dos próprios modelos, "Homens estatualizados vivos!", sem contar a necessidade de inventar a palavra. Dali a pouco pegaria o telefone. Era hora de contatar; a quem, não se sabe.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O senhor Esteves saíra do prédio desnorteado, desoesteado, deslesteado, dessulado. Uma ligeira vertigem o tomara de assalto, levando consigo as variadas cores, algumas delas, e escurecendo-lhe as vistas em plena luz da tarde. Passara o horário do almoço e nem mesmo o café da manhã, sua sagrada refeição, havia degustado. Pensou em retornar a sua casa, a pensão onde vivia e ultimamente sobrevive. (Todavia), o alarde criado nas últimas semanas por seu desatinado desespero levou o tal lugar  um estado de alerta e aumentando ainda mais seu temor por um perigo eminente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após um pequeno desjejum, pois refeição não se poderia chamar, decidiu ir até seus pertences , em especial os seus documentos, a fim de extinguir-lhes todos para que dele não se tenha registro oficial. Não se estatualizaria um "Zé Ninguém" e, por outro lado, não se procura um foragido que não existe. A caminho de uma cidade outra, ao tempo de uma viagem sem rumo, pensaria numa nova identidade, nosso grande vício. Ora, mas não é exatamente isso o que fazem os conselheiros da cidade? Não são eles quem decide quem deve ou não ser transformado em estátua, em monumento, em patrimônio histórico e público, enquanto escolhem o que deve ser lembrado, o que vai para lápide, o que se tornará memória e o que se tornará esquecimento. Para este senhor as ideias não se aclaram, a fugacidade, a incerteza, a idade que nem mesmo a si já lhe confia. Na trama das teorias conspiratórias, passara pela entrada de sua rua e não se tinha apercebido, mas felizmente perdido por inteiro não estava. Ali, lembrava ainda do lugar o qual o acaso, ou o descompasso o levara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;------------------------------------------------------------------------------------------------ Continua...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-2246586299742036516?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/2246586299742036516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=2246586299742036516&amp;isPopup=true' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/2246586299742036516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/2246586299742036516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2011/10/vida-dos-monumentos-parte-1.html' title='A Vida dos Monumentos - parte 1'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-112054589765341708</id><published>2011-09-08T14:55:00.000-03:00</published><updated>2011-09-08T14:55:48.460-03:00</updated><title type='text'>Os Pretéritos de um Futuro Verde-amarelo</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Estavam quase, como que atônitos, ligeiramente aflitos, inteiramente desesperados. Isto é, no sentido mais forte do termo, não esperavam por tudo aquilo, nem mesmo pela notícia e desde agora, doravante não esperam mais qualquer boa nova. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Ora, onde estão todos vocês? Uns quantos movimentos repentinos e já não mais estão aqui. Tudo que se viu antes se foi. Sem rebates, silenciosamente. Pareceria um alerta antibélico se nós estivéssemos em guerra. Não há chuvas destrutivas nesta época do ano. Era para saírem, com o pouco do corpo, com a miséria da geladeira, com a vergonha da covardia. Não é uma desocupação, minha senhora. Tudo soa cinicamente como deve ser. Vocês simplesmente devem sair. Caminhem pelas beiradas, não façam alardes e nem mesmo dêem entrevistas. Tudo será resolvido, ainda que nunca o saibam; a nação agradece. O progresso já não vem a cavalo, tudo é muito acelerado. A luz é o limite ou será. O sossego é uma encruzilhada, o avanço segue a abrir avenidas onde houvera lares e aconchego. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Veja só que bela casa! Veja só que beleza este jardim. Foram-se os tempos. Visitem-nos com suas máscaras e não atravessem a rua fora da passarela. Olhem ao longe, quando muito lá por cima. Já não há portas para bater, as janelas não revelarão mais qualquer paisagem. Cuidado com os futuros, rapaz. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Ali, onde estavam, longe, é difícil tornar a sentir a vizinhança. A herança não é muita. Não seremos convidados para as festividades. Torçam pelo Brasil, todos vocês, todos nós. O governo não fala por nós. Fostes pegar o último girassol e ele já não olhava para o sol? Está distante, como a observar a descida de outra plataforma, ali por cima, sobre a pilha de paralelepípedos. Quem as largou aqui, não queremos namoro. Está como que entregue a má sorte, sob a pilha, já concretizada. Despediu-se do sol, o grande curioso que quase a tudo espreita a querer ver, que se levanta em meio à poeira dos passados que ficam para trás.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Em molduras as crianças não correm pelos corredores, não quebram jarros com bolas; estão ali para sempre ficarem. É o que se pode. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Façam silêncio, por favor. Não necessitam se incomodar com a porta. Não teremos os vizinhos. Você está cansado. Aperte minha mão de luva empoeirada, levante o capacete e sorria para o ponto vermelho. Pegue o cheque na saída.&amp;nbsp;Foi esse o acerto final. Acerto certeiro. Via de mão única; inaugurada! Os holofotes criam o espetáculo. Estejamos longe, estou farto de modernidades. Meu bem, a civilização é uma barbárie.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso ligue a tevê. Vão começar os jogos.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-112054589765341708?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/112054589765341708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=112054589765341708&amp;isPopup=true' title='47 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/112054589765341708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/112054589765341708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2011/09/os-preteritos-de-um-futuro-verde.html' title='Os Pretéritos de um Futuro Verde-amarelo'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>47</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-8407074745325409458</id><published>2011-08-20T00:43:00.000-03:00</published><updated>2011-08-20T00:43:10.902-03:00</updated><title type='text'>Viagem ao terceiro mundo</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Iremos visitar a marca das barbáries. É um reduto dos povos da recusa, nos dizia o homem. Tomaremos o devido cuidado. Não podemos encará-los abertamente, pois não sabemos o que se pode desencadear. Mais parece uma cidade inteira, pelo seu tamanho. O cheiro fétido estende-se ao longe, quase se pode vê-lo ainda do outro lado a ressoar em nossas narinas civilizadas. As construções de tijolos expostos têm apenas algumas hospedarias pintadas de azul marinho, outras amarelo manga, outras laranjas, num tom curiosamente semelhante ao dos tijolos expostos. O homem diz fazer parte da organização, como um mosaico, rindo do que disse. Assim também não nos perderíamos, concluímos aliviados com a segura certeza. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Lá embaixo, na selva, estão ao relento. É cedo, mas muitos já saíram para retornarem apenas ao final do dia com alguma esperança e, talvez, uma cara amarrada. Não se pôde ver. À noite não me parece tão seguro um passeio como estes. Embora esteja tudo em franco processo civilizatório, como li numa das propagandas.&amp;nbsp; Parece que vai haver o que chamam “roda de samba”, típico do Brasil, como bem sabemos nós desde o outro lado do oceano. Mas quando os encontramos em alguns cantos da cidade, ao ar livre, tem sempre o semblante fechado de miséria, como se a culpa nos coubesse no armário, como se estampasse numa blusa, como a dizerem-nos que não somos bem-vindos. Aos pequenos se consegue arrancar um sorriso, bastam alguns trocados, ou mesmo um biscoito. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;É possível vê-los pelas janelas, pelas frestas das portas a se alimentarem, higienizarem-se a sua maneira. Por vezes, dá-nos a impressão de que as casas têm rodízios, pois é como se trocassem o tempo inteiro em alguns lugares mais que outros. Talvez, apenas aquelas estivessem nesse sistema de entrar e sair a quem queira. Não há muita clareza para se entender o que passa. O teleférico á alto, passa ao longe, mas perto o suficiente para se usufruir esse curioso passeio com o que chega às vistas. Deixam-nos entrar também, em quantidades pequenas, é claro, sem comprometer a integridade da viagem. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Final de passeio com o saldo positivo. Tem mais duas semanas de praias. Já foram Pão de Açúcar, Cristo Redentor, Teleférico no Complexo, o último riscado. Ninguém morreu ou sequer se feriu. Voltarei ano que vem e trarei minha família, e claro, alguns brinquedos para doação. Não se pode fechar os olhos para miséria, é necessário ajudarmos. Com o dinheiro que se tem vê-se muito. Não tudo. Definitivamente, volto ano que vem.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-8407074745325409458?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/8407074745325409458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=8407074745325409458&amp;isPopup=true' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/8407074745325409458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/8407074745325409458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2011/08/viagem-ao-terceiro-mundo.html' title='Viagem ao terceiro mundo'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-2641676064185399690</id><published>2011-06-28T18:16:00.002-03:00</published><updated>2011-06-28T18:19:07.239-03:00</updated><title type='text'>O carpinteiro e a canga verde-limão</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;“Amanha será um bom dia para ir à praia”, foi o que pensei ontem. Não estava de todo equivocado. A manhã é ensolarada, porém sem demasia. Se for verdade que existe uma medida certa para as coisas, o calor encontrara seu apogeu. A temperatura não é elevada e venta fresco, dando a ilusão de um refrigerador tamanho celestial perpassando toda a região beira-mar e, devo dizer, refrescando até mesmo a areia dourada, reluzente como um sol que nasce debaixo, de maneira tal que me martirizo por haver esquecido os óculos escuros. Praia vazia, apenas alguns gatos pingados, se é que isso da em praia. Soaria mais verídico dizer “cães pingados”, mas estes não pingam, estão mais para algo derramado. &amp;nbsp;Não estamos no verão, é bom lembrar, tampouco é final de semana. Terça-feira é dia de labuta para quem não pode escolher as folgas. Nem todos ganham bem a vida como artesãos. Isso se ainda os há, caso não seja eu o último. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;A manhã segue normal e, enquanto saboreio uma água de coco, sequer transpiro. Tão atípico que, ao dar por mim, vejo uma esvoaçante canga verde-limão de uma sereia que, ao que se nota, trocou por definitivo as esporádicas subidas à superfície marítima e as investidas aos indefesos marinheiros, pelos desfiles nas extensas areias de Ipanema e a sedução aos mortais cariocas que a possam ver. Boa sorte a minha. Terminada a tarefa de estender a canga, sedutoramente, diga-se de passagem, levanta-se agora para ajeitar o biquíni tomara-que-caia, a parte dos seios cobertos por um lilás fechado, com alguns pequenos detalhes estampados aos quais não pude identificar sequer a cor, quanto mais o que era, tamanho meu introspectivo desatino. A parte inferior era lisa, também fechada, desfilando em tom cinza, talvez grafite, mas isso é o que menos importa na paisagem, embora contraste maravilhosamente com sua pele branca, daquelas que não azedam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;Assisto a tudo sentado, no tempo em que minha retina desistiu de enviar ao cérebro os estímulos luminosos, que por isso da areia já não me incomodam. Seu tom alvo forma algo como uma raiz que sustenta aquelas pernas, que em sua textura jovem e lisa, rivaliza com a areia velha e pisada. Pernas, cintura fina, seios escondidos como um tesouro a seduzir o pirata. Quem me dera ter um tapa-olho. Seu colo desnudo, graças a seus loiros cabelos em semi-coque, deixando sua nuca, a qual não vejo, mas posso imaginar, inteiramente livre. Alguns fios rebelam-se, teimam em levitar ao ritmo do vento. Nada que incomode uma deusa. Seus brincos de argolas grandes a deixam ainda mais cinematográfica. Começo a suar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;Olha-me! Qual despeito o meu?! Em verdade, olha apenas em minha direção enquanto, agachada, apanha em sua bolsa o protetor solar. Olha seguidamente, interrompendo-se brevemente em alguns instantes. Está de óculos escuros. Fosse eu um tipo praiano juraria que é para mim. Ela ergue com suas delicadas mãos o protetor, num gesto em que simboliza o oferecimento de seu corpo ao herdeiro, como um rei Artur que irá arrancar a espada pela força que o torna “o escolhido” em meio a muitos. Segue com sua mão em minha direção a ostentar o recipiente. Será um convite? Estou desfalecendo... Retomo rapidamente a água de coco e espreito sem barricadas. Ainda que de óculos escuros, estou certo de que é meu o seu desejo. Meu coração deve dar-se a ver de lá, de tanto que insiste em bater estrondosamente. Bastar-me-iam a insensatez e alguns ligeiros passos e estaria eu a puxar conversa com um “bom dia”, “qual a sua graça?” ou um ousado “necessita ajuda?”. Estaria a sua frente, a vê-la se deitar, sua pele sedosa abrigando minhas mãos espalmadas a talhar meu desejo em suas costas atrevidas. Como faço arte com madeira, de certo que ela não esqueceria minhas talentosas mãos. Ombros, braços, pernas, “com sua autorização”, riríamos os dois. Contar-lhe-ia meu ofício; ela se lembraria de um avô carpinteiro que jamais existiu. Seria o primeiro de muitos encontros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;Ainda nem perguntei seu nome e dou por mim que na distância em que nos encontramos, ficaria eu a falar com os pombos. Deixo então de sonhar e levanto decidido a me aproximar quando por mim passa um rapaz alto, devidamente bronzeado, numa corrida atlética a qual me faltaria o ar. Ele chega, ela sorri. Eles brincam e se beijam rapidamente, com aquele beijo de confiança que somente entre namorados se procede. O privilégio é dele; rei Artur. E eu aqui, sem encontrar assento na távola redonda. &amp;nbsp;&amp;nbsp;Fosse antes uma sereia e me consolaria o fim daquele marinheiro. Poderia ser eu o próximo, morreria feliz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;Invejo cada detalhe desta cena. É incrível como uma mulher possa não saber a desavença que um protetor traz para a vida de um homem. Ela não olhara para mim. A consciência é uma perdição dolorosa. Quem foi que disse o contrário? De certo alguém que não a viu daqui, de onde a vejo. De onde a vejo parece uma atriz pela beleza de seu rosto, cada parte compõe sem medo uma perfeita sintonia com as demais. Corpo de dançarina, desenhado, mas sem ares de academia. Cheia de assuntos, os quais eu não acompanharia; de praias pelo mundo afora, de festas, viagens. Se pudesse lhe contar a poesia das madeiras maciças, dos cálculos, das geometrias, da vida que dou aos troncos. Se visse meus telhados, portas, assoalhos, móveis. Aceitar-me-ia como o homem da casa que seria nossa. Todavia, agora penso que estive no ofício errado. Deveria estar a fazer pranchas. Estaria ao pé de seu ouvido, a sentir seu perfume vencer a maresia, ensinando-lhe os truques das ondas, “é possível andar sobre as águas, meu bem”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;Indo embora, passa por mim envolta em sua canga verde-limão, já sem os óculos e, como danou a fazer boa parte da manhã, olha-me. Agora sei, eram mesmo para mim aqueles olhos castanhos que acabo de conhecer e que ofuscam até mesmo o azul brilhante do mar, que ofuscam até mesmo o azul dourado do céu. Ela sorri de canto de boca ao passo que me fulmina, enquanto o rei Artur parece se ocupar de um aparelho celular. Um pouco mais tarde, ainda anestesiado, mergulho na esperança de curar a ressaca de minha alma embebida de saudade. Ao retornar, encontro a canga verde-limão estendida. Procuro-a por toda parte. Não a encontro. Talhei-a eu, numa paixão inventada de artesão?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-2641676064185399690?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/2641676064185399690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=2641676064185399690&amp;isPopup=true' title='37 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/2641676064185399690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/2641676064185399690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2011/06/o-carpinteiro-e-canga-verde-limao.html' title='O carpinteiro e a canga verde-limão'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>37</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-3596951366723097357</id><published>2011-05-26T16:31:00.000-03:00</published><updated>2011-05-26T16:31:45.445-03:00</updated><title type='text'>Postal</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dia desses enquanto lia &lt;em&gt;“O Vendedor de Passados”&lt;/em&gt;, de José Eduardo Agualusa, algo na leitura me chamou atenção. Claro que não somente isso me afetou, porém em alguns momentos alguns acontecimentos, mais do que outros, nos tiram do lugar. É como se saíssemos do espaço geográfico em que habitamos para nos aventurar em outra atmosfera. Creio que seja mais atmosfera do que espaço. Coisas que não havíamos pensado em meio a tantas já pensadas, algumas até demasiadamente, outras mais furtivamente. A primeira coisa que gostaria de compartilhar nos remete a segunda parte dos pensamentos, os furtivos, aqueles que pensamos de passagem, passam por nós mais do que nós por eles e deixam apenas rastros, cultivados ou não. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejam: &lt;em&gt;“A felicidade é quase sempre uma irresponsabilidade. Somos felizes durante os breves instantes em que fechamos os olhos”.&lt;/em&gt; Esse foi o primeiro momento em que saí da leitura, por ela mesma assaltado, um tanto também pelo contexto da narrativa, pelo desenrolar do livro. Mas o que ficou, se assim se diz, foi – ou é – a citação acima. Os planos nos servem ao contentamento, já as surpresas, um pouco ao acaso, se as permitimos percorrerem nossos caminhos, participamos delas, ainda que por um breve instante. Fechar os olhos é não guiar, não dirigir, não trilhar. A felicidade não é um objetivo. Na verdade prefiro a palavra “alegria” a “felicidade”. A primeira traz a conotação do instante, da fugacidade e, assim, retira-nos do centro, da ilusão do controle; a segunda faz pensar em permanência, num ideal que, uma vez alcançado, estaria terminado, igual, cheio de méritos pessoais e enrijecido. A distinção é minha, não creio que seja a conotação que o autor deseje dar a ficção, tampouco me importe e etimologia das duas palavras. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O desejo, o primeiro de dois, é: “feche os olhos!”. Aproveite os momentos em que a vida não é generosa, não são todos, para alguns mais, para outros menos, são os mistérios e a insensatez da vida, não há lógica nisso, apenas ritmo. Mas quando a brisa lhe chamar pela pele, incline a cabeça ligeiramente para cima, permita ao vento brincar com seus cabelos, seus olhos verem a poeira levitar, os ouvidos ouvirem as ondas que jamais se cansam. Sinto o cheiro da chuva. Mas também o do café, do perfume, da gasolina, das gentes; veja o horizonte, sinta a velocidade nas estradas, viva a letra escrita, as imagens inventadas. Rejeite os manuais, inclusive este se assim lhes parecer. É a parte mais importante, fechar os olhos para eles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora a segunda parte, ou melhor, o segundo desejo. Bem, tentarei levá-los até ele, que rematará o postal. Já sabemos e não haveria de ser diferente que, nada dura para sempre. Tudo que é matéria acaba e o que está entre ela e outra, finda também. Um dia, quem diria, até o sol cansará de aquecer, a grande estrela se fartará. As ondas não mais insistirão em bater, num dia em que não estaremos para ver e, muito possivelmente, ninguém estará. A vida passa e os anos também. Estamos em 2011, estaremos em 2059, estivemos em 1968. E passam. Mas, como tudo que passou nada é apenas alguma coisa. As coisas são, cada uma, muitas delas. Assim, o tempo não é somente os dias ou minutos na ditadura do Cronos, mas as experimentações, os acontecimentos, os instantes de alegria, os de tristeza. São além dos fatos e, não me refiro as ideias. Falo de vivências eternizadas, das saudades, do porvir. Falo sem saber. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora, mais um pensamento furtivo: seja feliz para sempre nos momentos em que fechar os olhos. &lt;em&gt;“Somos felizes, verdadeiramente felizes, quando é para sempre...”,&lt;/em&gt; quando é para sempre? Talvez se for inteiro, quem sabe, seja para sempre... Portanto, o desejo é de que não percamos a criança dos sorrisos, pois seria um caminho de tristezas e, quando muito, de medíocres contentamentos. Encerro assim, compartilhando mais do que pactuando, pensando alto mais que postulando, escrevendo à deriva, ainda que com palavras emprestadas: &lt;em&gt;“... mas só as crianças habitam esse tempo no qual todas as coisas duram para sempre”.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Lugar qualquer,&amp;nbsp; da/ta/vã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-3596951366723097357?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/3596951366723097357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=3596951366723097357&amp;isPopup=true' title='31 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/3596951366723097357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/3596951366723097357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2011/05/postal.html' title='Postal'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>31</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-3654848038344880464</id><published>2011-04-15T20:13:00.003-03:00</published><updated>2011-04-16T14:48:43.839-03:00</updated><title type='text'>O diário sem memória - final</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Foi-se. Saiu já quase noite, sem rumo, precisava apenas sair, dirigir, acelerar. Passou ao outro lado da cidade, longe de casa, longe de conhecidos, longe das lembranças. Pelo menos era o que almejara, embora não seja difícil de imaginar que não passariam de ilusão, as lembranças recentes vieram sentadas sobre o banco do carona, desceram do carro e subiram junto dele ao quarto de hóspedes do hotel em que se hospedara; não o largaram, como se com ele estivessem algemadas. Seu consolo é saber que seu algoz não resiste à luz do dia, o esquecimento o levaria, bastaria apenas um bocado de concentração – ou seria a ausência completa dela – para que a memória se esvaísse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, diferentemente das noites em que Rubens sequer pode se lembrar, é o preço que se paga ao apagar as dores vividas, deixou seu quarto já em fins de noite e pôs-se a caminhar a pé pelas ruas da cidade. Algumas já dormiam em silêncio, outras resistiam às horas. Lá, avistara uma casa de festas, talvez uma boate, talvez um prostíbulo. Foi à porta e perguntou ao segurança do que se tratava o lugar. Para a alegria de Rubens o mesmo lhe garantiu a segunda suspeita. Rubens sorriu e subiu, era o momento de vingar a desavença, de aplainar o jugo desigual. Passou a semana longe de casa; sete dias no hotel, sete noites no puteiro, perdoem o mau jeito, mas por vezes, por pressa ou impaciência, necessitamos de clareza com as palavras. Durante este período, pouco falara com sua casa; escassas ligações, meias palavras, nenhum veredito. Pedidos de perdão não aceitos, clemência adiada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda noite, antes de anotar suas tarefas em seu diário azul, onde escrevia antes de apagar-se a memória para de algum modo permanecer ligado em sua vida e a ela dar continuidade, encarava o diário vermelho como se este o desafiasse e, envergonhado por não encorajar-se a ler, procurou nos corpos das meretrizes o consolo, como se uma necessidade suprisse outra. Entretanto, soube Rubens muito bem aproveitar este confuso erro. Gozou todos os dias, com todas elas. Não é preciso detalhes, reclamam os leitores. Prometo não voltar a eles, mas este fica para que conste em seu histórico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao sétimo dia não se permitiu o descanso, rejeitou a mediocridade e se pôs a folhear o livro proibido, ignorando o aviso da capa, “NÃO LEIA!”. Pela primeira vez Rubens se encontraria com seu passado, com seus monstros, ao menos, ainda que de forma inocente, era o que imaginara. Visitou, agora com sua leitura, dores moribundas. O que era morto reviveu. Os zumbis, esses mortos-vivos, também andam, talvez respirem, ainda que com dificuldade; sua existência é mais sofrida, pois suas vidas carregam as dores da morte. Paradoxo. Assim, igualmente o é com as memórias desenterradas. Lamentou pela memória triste e irritou-se consigo mesmo. Já não era a primeira vez que lera o diário vermelho. Chorou. Chorou hoje as dores de outros tempos. Choro duplo. Como uma onda seu passado inundou o momento levando embora a ilusão que permitiu a Rubens se pretender intocável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leu o que já havia lido. Seria um choro triplo? Uma dor ao cubo? Deu-se a ira, permitiu-a possuí-lo e arrasado, destruir o quarto. Deu-se ao silêncio, às retumbâncias dos tempos tornados um só, dos passados vividos e perspectivas futuras tornados instante. Percebera que apagar as dores e enterrar os mortos, ainda que não se visite o cemitério, não impossibilita os maus dias, nem mesmo voltando a apagá-los – o que parece temporário. Decide então apagar todos os seus dias, porém não todos de uma vez, logicamente; um após o outro, apenas isso, embora seja já incrivelmente muito. Uma rotina desfeita pela raiz pode ser um caminho mais eficiente, era o que imaginara. Ou apenas o que desejara. Num lapso de não se sabe o que, acende uma pequena fogueira e queima o diário vermelho e com ele os espectros assombrosos de seu passado. Rubens é agora o homem sem memória. Anota as tarefas no diário azul. Esquece e dorme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volta para casa e toma em seus braços sinceros a mulher que lhe espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-3654848038344880464?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/3654848038344880464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=3654848038344880464&amp;isPopup=true' title='38 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/3654848038344880464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/3654848038344880464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2011/04/o-diario-sem-memoria-final.html' title='O diário sem memória - final'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>38</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-1535287908194112762</id><published>2011-02-23T21:08:00.000-03:00</published><updated>2011-02-23T21:08:48.543-03:00</updated><title type='text'>O diário sem memória - o parêntese</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando ainda garoto, Rubens demonstrava difícil domínio nessa relação tão dinâmica entre lembranças e esquecimento, sim, a primeira no plural por permanecerem vivas, a segunda, ao que parece, une-se a uma só coisa, o buraco negro da memória e se mostra singular, se é que o que se apaga ainda faz parte do campo da memória. Para além de todos os mistérios, se algo&amp;nbsp;é dito esquecido, esquecido está até que se prove o contrário. Por favor, tentemos não pensar em recalques, vamos deixar o mimo&amp;nbsp;que é um&amp;nbsp;divã para lidar com o caso, para variar um pouco se não é pedir muito. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No início, às primeiras vistas, tudo parecia um problema de indisciplina. “Os dedos na tomada causaram uns muitos choques por dia”, lembraria a mãe. Por sinal, gostam lá as mães de algo mais do que lembrarem a infância de seus filhos; pobrezinhas, muitas vezes é o pouco que lhes resta. Com o tempo já acreditara que, talvez, esses incidentes tenham sido a verdadeira causa. Vemos o que podemos. Memória fraca, pelo visto, todos nós temos; uns mais e outros menos, mas veremos que o problema do menino vai além de um fator hereditário. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mãe de Rubens sempre pareceu preocupada e de várias formas tentou ajeitar o garoto. Como na época ainda não circulavam leis que proibissem os ditos responsáveis de ensinarem à flor da pele como se deve portar na vida, eram variados os castigos. Não será preciso nos zangar, não se trata de uma lembrança violenta de uma mãe desnaturada para com seu próprio filho. Era mãe por natureza e família por natureza, e pelo menos desde alguns séculos isso é sinônimo de disciplinar os filhos e antes que seja tarde, como temem alguns. Portanto, fustigar com vara parece que há muito é função familiar, mas não somente isso, pobres crianças, ainda tem os puxões de orelha, as chineladas nas nádegas, o cinto, a palmada. Sem contar os castigos, as ameaças e coisas do tipo e que bem conhecemos, seja por um lado, seja por outro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passadas as tentativas fracassadas, como numa brilhante ideia que se acende, mas que na verdade é um processo longo que desemboca a qualquer hora, percebeu que o problema maior já não era a memória do menino, mas sua maneira de abordá-lo. Castigou-lhe com um diário. É que o menino esquecia muita coisa, perdendo por vezes seus compromissos, a entrada e a saída. O que a mãe temia ser uma sem-vergonhice, uma doença, um distúrbio, ou como se diria hoje, um transtorno mnêmico, era um dom, uma maldição. É que isso varia segundo o momento, convenhamos. Algo que se da pela imanência, palavra esquecida, mas nem por isso menos real. Uma façanha do desejo com a colaboração dos imbróglios fisiológicos que como máquina funcionara e ainda há de funcionar até os dias de hoje. Esses que não serão os de agora, teremos que aguardar um pouco mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em algum dado momento, não se sabe exatamente quando nem como, Rubens tivera que lidar com dois diários. Ao que tudo indica são também ordens de sua atenciosa mãe, mas ao certo não importa, até porque não há aqui alguém com dotes de Procurador Geral, ou quando muito não está para isso. Então, um diário cuja capa é preta e se escreve de vermelho; outro diário de capa verde, onde se escreve em azul. Com o tempo e a idade, aprendeu Rubens a manejar seus diários, segredo que apenas sua mãe sabia. Aprendeu também a lapidar seu “talento”, esquecer ou não, o que nem mesmo sua mãe imaginaria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;u&gt;Continua...&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Bruno Costa&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-1535287908194112762?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/1535287908194112762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=1535287908194112762&amp;isPopup=true' title='35 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/1535287908194112762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/1535287908194112762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2011/02/o-diario-sem-memoria-o-parentese.html' title='O diário sem memória - o parêntese'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>35</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-6353225510832524150</id><published>2011-02-04T19:36:00.001-02:00</published><updated>2011-02-04T19:36:26.657-02:00</updated><title type='text'>O diário sem memória</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do lado de fora da casa é possível ouvir os gritos abafados e, talvez para os mais sensíveis, os quais porventura passeiam pela calçada numa caminhada de fim de tarde ou ocupando o lugar de simples transeuntes, seja possível até mesmo sentir a tensão que visita o casal. Do lado de dentro o que se vê parece o fim; um casamento tateando sua bancarrota. Certamente nada de novo, como alguns bem poderiam observar. Sim, devo concordar. Mas não nos apressemos porque a história não termina aqui e precisamos prosseguir. Letícia envolveu-se com outra pessoa, um rapaz mais jovem que seu marido, embora não nos convenham mais detalhes e, por não ter o consentimento do marido, como é o costume já há muito tempo no mundo, teme acabar sem ele. Algumas feministas poderiam dizer que também isso seria comum&amp;nbsp;e nada problemático, mas não iremos, insisto, nos apressar nos julgamentos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rubens não flutua como seria necessário em casos como este, quando uma pessoa fica "sem chão" como popularmente dizemos. O chão é o lugar onde sabemos pisar. Porém, Rubens se encontra de pé, embora as pernas lhe tremam e não façam valer&amp;nbsp;qualquer firmeza, o próximo passo talvez esteja mais para uma queda livre, se é que algo pode ser merecidamente chamado livre, quem sabe unicamente isso, uma queda, mereça esse complemento. Para onde poderia ir agora sem sua mulher de longas aventuras? Precipitam-se os que pensam que o desejo se dê pela falta. Não é por descaso ou mesmo talento atrofiado para as necessidades do casamento de Rubens que a levou ao lugar que ainda pouco foi. O acaso que nos ronda desconhece as normas morais e as quantidades socialmente autorizadas, se bem me entendem. Caso contrário, que fique claro, ainda que nos demoremos mais no assunto, que Letícia não buscou no outro jovem suprir suas carências afetivo-matrimoniais, tanto não foi que ainda está com o marido e sem planos de deixá-lo. O desejo que a tomou de assalto não lhe descreveu o adultério, nem tampouco lhe disse que apenas um homem lhe bastaria e que então voltasse ao seu marido já que muitos não encontram com quem se deitar, sendo que ela já o tem. Tivera? Não sabemos onde os desencontros irão levar o ilustre casal. Por vezes o desejo vem como uma catástrofe natural, que independentemente dos esforços contrários acontecem, embora os homens façam o favor de os precipitarem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejamos o lado da suposta vítima. Embora o medo parecesse seu único sustento neste instante, já sabia como tudo incrivelmente acabaria. Assim, num misto de alívio e melancolia, como um só sentimento, um só afeto, mas por carecer de inventar palavras não se pode sentenciar mais adequadamente, ainda bem, pois seria demasiado desagradável se soubéssemos falar tudo, dar nome a tudo, sendo que tudo nunca será, pois o mais ainda está por existir, ficamos por ora com as duas palavras aparentemente avessas, numa só dose para dizer que o homem decidiu sair. Ficaria longe uma semana para que não ruísse seu plano, este que, acalentemo-nos,&amp;nbsp;ainda não nos foi revelado, não criemos mais preocupações, já nos basta um casal perdido em toda essa situação. Antes de fechar a porta disse Rubens que voltaria a abri-la, mas apenas talvez, com tom de “quem sabe?”, apenas se lhe perdoasse a traição, foi assim que disse pois assim julgou,&amp;nbsp;para recomeçarem do zero, como se isso lhes fosse possível. Muitas vezes se começa do 1, do 3 ou até do -1, ou mesmo do -0,5 por encarecimentos de detalhes, porém jamais se começa do zero, que é um estado que não nos compete saber. Em meio a tudo, Rubens nem mesmo lembrara que já não seria a primeira vez. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;u&gt;Continua...&lt;/u&gt; &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Bruno Costa﻿&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-6353225510832524150?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/6353225510832524150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=6353225510832524150&amp;isPopup=true' title='32 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/6353225510832524150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/6353225510832524150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2011/02/o-diario-dos-esquecimentos.html' title='O diário sem memória'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>32</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-7033082723473080680</id><published>2010-12-23T20:35:00.001-02:00</published><updated>2010-12-23T20:41:12.588-02:00</updated><title type='text'>Presente de Natal!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recebi este selo do blog "Abrindo a cabeça" (&lt;a href="http://coracaoonline.blogspot.com/)"&gt;http://coracaoonline.blogspot.com/)&lt;/a&gt; há alguns meses atrás e com este atraso venho postá-lo, não sem antes agradecer a blogueira e autora do blog, Tatiana, a&amp;nbsp;qual admiro e respeito por tudo que escreve. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/TRPG6XBJ2-I/AAAAAAAAAEQ/k-LGYtQuQso/s1600/Selo_beijo_de_luz_thumb3%255B7%255D.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/TRPG6XBJ2-I/AAAAAAAAAEQ/k-LGYtQuQso/s1600/Selo_beijo_de_luz_thumb3%255B7%255D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo as regras, devo presentear também com este selo mais 10 blogs, e cada um destes deve presentear outros 10, além de divulgarem em seu blog o selo e o link do presenteador. Eis a lista:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;LiterAmado (&lt;a href="http://literamado.blogspot.com/"&gt;http://literamado.blogspot.com/&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Luz, Sentido e Palavra (&lt;a href="http://luzsentidoepalavra.blogspot.com/"&gt;http://luzsentidoepalavra.blogspot.com/&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além do que se vê (&lt;a href="http://bloggalemdoqueseve.blogspot.com/"&gt;http://bloggalemdoqueseve.blogspot.com/&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensatividades (&lt;a href="http://pensatividades.blogspot.com/"&gt;http://pensatividades.blogspot.com/&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apartheid na Palestina (&lt;a href="http://apartheidnapalestina.blogspot.com/"&gt;http://apartheidnapalestina.blogspot.com/&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Intensivo (&lt;a href="http://intensivo.wordpress.com/"&gt;http://intensivo.wordpress.com/&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paradoxo Visceral (&lt;a href="http://paradoxovisceral.blogspot.com/"&gt;http://paradoxovisceral.blogspot.com/&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Penso. Logo creio.&amp;nbsp;(&lt;a href="http://williamkoppe.blogspot.com/"&gt;http://williamkoppe.blogspot.com/&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Filosofilmes (&lt;a href="http://filosofilmes.blogspot.com/"&gt;http://filosofilmes.blogspot.com/&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Utopia Ativa (&lt;a href="http://jorgebichuetti.blogspot.com/"&gt;http://jorgebichuetti.blogspot.com/&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro selo que ganhei recentemente veio do blog &lt;a href="http://blogkawai2.blogspot.com/"&gt;http://blogkawai2.blogspot.com/&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/TRPNopAnsFI/AAAAAAAAAEU/XhcT9RqQTUg/s1600/Blogueiro_Show.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/TRPNopAnsFI/AAAAAAAAAEU/XhcT9RqQTUg/s1600/Blogueiro_Show.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Com este não vieram regras, mas deixo claro que também presenteio os seguintes blogs:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LiterAmado&amp;nbsp;(&lt;a href="http://literamado.blogspot.com/"&gt;http://literamado.blogspot.com/&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luz, Sentido e Palavra (&lt;a href="http://luzsentidoepalavra.blogspot.com/"&gt;http://luzsentidoepalavra.blogspot.com/&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do que se vê (&lt;a href="http://bloggalemdoqueseve.blogspot.com/"&gt;http://bloggalemdoqueseve.blogspot.com/&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensatividades (&lt;a href="http://pensatividades.blogspot.com/"&gt;http://pensatividades.blogspot.com/&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apartheid na Palestina (&lt;a href="http://apartheidnapalestina.blogspot.com/"&gt;http://apartheidnapalestina.blogspot.com/&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intensivo (&lt;a href="http://intensivo.wordpress.com/"&gt;http://intensivo.wordpress.com/&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paradoxo Visceral (&lt;a href="http://paradoxovisceral.blogspot.com/"&gt;http://paradoxovisceral.blogspot.com/&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso. Logo creio. (&lt;a href="http://williamkoppe.blogspot.com/"&gt;http://williamkoppe.blogspot.com/&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filosofilmes (&lt;a href="http://filosofilmes.blogspot.com/"&gt;http://filosofilmes.blogspot.com/&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abrindo a cabeça (&lt;a href="http://coracaoonline.blogspot.com/"&gt;http://coracaoonline.blogspot.com/&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-7033082723473080680?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/7033082723473080680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=7033082723473080680&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/7033082723473080680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/7033082723473080680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2010/12/presente-de-natal.html' title='Presente de Natal!'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/TRPG6XBJ2-I/AAAAAAAAAEQ/k-LGYtQuQso/s72-c/Selo_beijo_de_luz_thumb3%255B7%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-3723094597442453930</id><published>2010-12-13T18:17:00.001-02:00</published><updated>2010-12-13T18:21:24.199-02:00</updated><title type='text'>Pluralidade</title><content type='html'>A gaivota bate as asas. Alça vôos desimpedidos sobre as águas do mar azul. Entre penas mergulha no vento, sente sua força. Ora ela o enfrenta quase a parar, no ar fica como se estivesse a levitar, flutuar; ora ela se permite entrar em seu curso, deixando-se acelerar num vôo célere, arrasador e certeiro, carregado de adrenalina. As aves têm disso? Não sei... Nem importa se sabemos. Suas asas são de liberdade, embora ela não o saiba. A consciência não lhe perturba, sua famosa “voz” não fala com gaivotas. Mas ela segue pairando nos ares vagos. Existem muitas maneiras de experimentar a vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cão passa com seu focinho atento que o guia e o leva aos lugares de odores familiares ou quem sabe para os mais tentadores. São peripécias de um destino jamais traçado, dado aos acasos dos temperos ou dos lixos. Seu faro segue sem as ditas “boas maneiras” entre o podre e o fresco. Como foi dito, os cães não se dão com as etiquetas. Alguns não conhecem nem mesmo os limites de ter um dono. São livres mesmo sem sabê-lo. Ele cheira, fuça. Existem muitas maneiras de experimentar o mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os carrapatos sobem com suas patas minúsculas. Elas procuram árvores, madeiras, lugares altos. Sem saberem o nome, carregam consigo a dádiva da paciência. Passam dias, semanas, meses e mais meses em jejum. Mas por isso não são santos. Que o digam os cães. Lá em cima essas criaturas recebem seu estímulo que vem de baixo, permitindo-se uma livre queda que não os leva ao grau de suicidas. Pelo contrário, é chegado o momento de se alimentarem, de sugarem sangue, de brincarem de vampiro. Sugam um sangue sem roubar a condição mortal de suas vítimas. Eles não sabem que muitos os odeiam. Liberdade da vida artrópode. Existem muitas maneiras de experimentar o outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A amante rodeia, espera. A paciência é seu algoz e seu ponto de ebulição. Ela a fada líquida e afrodisíaca. Entrega-se em deleite ao irromper em braços de abraços, suores, tremores. A amante toca, tateia, sente. A amante lambe, prova, degusta. Essa mulher não conhece as amálgamas da antiga instituição burguesa. A histeria não lhe encarna num divã. Seus encontros não exigem troca de alianças. Ela está livre para fugir e para gozar. Livre para deixar. Existem muitas maneiras de experimentar os corpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O drogado alucina. O louco delira. A formiga ajunta. O leão mata. A hiena ri. A criança fantasia. O palhaço se pinta. A menina também. Um rizoma se espalha. O inferno suicida. A cobra ataca. O atleta corre. O recém-nascido chora. O recém-nascido mama. O músico ouve. O poeta finge. O jovem quebra. Os olhos pedem. Uma voz se espalha. Os budistas meditam. O preguiçoso dorme. Um furacão levanta. O tsunami engole. O camaleão engana. A lagarta faz-se borboleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem muitas maneiras de experimentar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;﻿Bruno Costa&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-3723094597442453930?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/3723094597442453930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=3723094597442453930&amp;isPopup=true' title='32 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/3723094597442453930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/3723094597442453930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2010/12/pluralidade.html' title='Pluralidade'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>32</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-5826841889930619552</id><published>2010-11-24T00:20:00.000-02:00</published><updated>2010-11-24T00:20:46.116-02:00</updated><title type='text'>Imperativos da Felicidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abriu a primeira gaveta da cômoda ao lado da cama de seu quarto. Encontrava-se já fechada havia algum tempo, não muito. Ali, o título do livro lhe anuncia a salvação possível. Não era a bíblia, o talmude ou o alcorão, tampouco um livro do darma budista. Estes andam por demais ultrapassados na era tecnicista, embora os usos ultrapassem os tempos, são as contradições da história. Recebera no último natal, época em que o leu vorazmente, ou como se diz no popular, “devorou-o”. Apesar disso, o livro agora lhe parece inteiramente estranho, carregando consigo um conteúdo desconhecido. Sabemos como acabam empoeirados os títulos outrora cobiçados, mas este em especial trouxera ares de esperança quando Francisco pedira no amigo-oculto do trabalho. José, seu primo, aconselhara a leitura após ter superado um período delicado com sua ajuda, ou auto-ajuda&amp;nbsp;e, claro, a do psicoterapeuta. Na verdade, este último foi quem indicou a leitura. Porém, pareceu-lhe não fazer mais o mesmo sentido. Afinal, essas coisas não costumam retornar, a cada dia o seu mal e assim vamos seguindo, mesmo quando não gostamos de aceitar.&amp;nbsp;De&amp;nbsp;certo que a vida seja marcada pelo que deixamos de ser no tempo, não&amp;nbsp;o contrário.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez fosse mais recomendável procurar por outro especialista. Francisco já se encontrava cético quanto ao poder de sua alimentação balanceada, já desconfia do prometido bem-estar cujos efeitos revigorantes ainda não viu. Os exercícios matutinos sem dúvida são bons, mas seu corpo demanda por mais, porém nada que uma série mais alongada possa dar conta. Então, um psiquiatra, quem sabe? Talvez possua algum distúrbio como o de Laura, sua ex-mulher. Ou então uma síndrome pouco explorada pelas ciências humanas, como a de seu já falecido tio Jarbas. Quem sabe ainda um transtorno como o da vizinha Manuela. Até mesmo poderia ser o “de cujus” da TDAH de seu filho, o infeliz herdeiro. Mal sabe Francisco quantas mais não são as multiplicações das páginas dos compêndios psiquiátricos e psicológicos. Que ele não leia a respeito das estimativas. “Mais fácil para um bom diagnóstico?”, perguntou ao vento, “mais difícil alcançar a normalidade”, ponderou surpreso com o lugar ao qual o pensamento o levara. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Há de existir uma trilha sem nome, sem fim”. Francisco decidiu que era hora de dar um tempo da ordem desordenada de sua vida. Era hora de se deixar levar, errar sem destino. Tatear sem pistas, sem objetivo, sem projeto. Andar sobre as vagas, flutuar. “O caminho da felicidade é o que nos impossibilita de alcançá-la, ou melhor, de criá-la”, conjecturou. Entre prantos e sorrisos, Francisco fechou a gaveta da cômoda. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Bruno Costa&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-5826841889930619552?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/5826841889930619552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=5826841889930619552&amp;isPopup=true' title='34 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/5826841889930619552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/5826841889930619552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2010/11/imperativos-da-felicidade.html' title='Imperativos da Felicidade'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>34</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-5604949724148620941</id><published>2010-10-28T14:59:00.001-02:00</published><updated>2010-10-28T15:00:30.264-02:00</updated><title type='text'>Verdades e ironias</title><content type='html'>No domingo, talvez o mais sagrado do ano e, quem saberá dos próximos quatro, a freira vota buscando exprimir a essência divina em duas teclas para que se faça conhecer a vontade una e transcendente aos mortais, apontando é claro, para sua dimensão eterna, para a incorruptibilidade do espírito. Seu voto, nos dois sentidos, denuncia a astúcia da carne, ledo engano para o caminho da perdição, da degeneração e aniquilamento da alma. Sua confirmação se da pela e para confissão da natureza pecaminosa dos homens, primeiro passo para expiação dos pecados. Aperta a tecla, aperta ao lado, aperta o verde. Redenção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fiel, obediente e temeroso, caminha a mesma vereda trilhada pelo sacerdote contemporâneo. Este último, homem de muita fé, virtuoso e escolhido pelo Senhor para combater o bom combate, a batalha dos séculos, o jogo que não se vê. Enfrenta os olhares e adentra o baixio das bestas para cravar no coração do maligno a espada de fogo celestial. Do púlpito, ele traduz a língua dos anjos e a vontade do Senhor dos Exércitos para o povo escolhido, que sairá dali com a certeza de que aqueles dois números renovarão de esperança uma sociedade entregue aos prazeres da carne e assim&amp;nbsp;ruma para&amp;nbsp;o fogo eterno, mas disso já falamos. Aperta um e depois o outro e o verde em seguida. Vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jovem pensa que ainda é tempo de viver sob a égide da moral de seus pais e, talvez mesmo a dos pais de seus pais. Tudo para que não entre o mundo em colapso e para que não seja em seus dias a derrocada da vida humana. Não é preciso criar novos valores, eles já lá estão. A família não pode ruir, pois sem ela não teríamos chegado tão longe. A diferença não pode passar assim, levianamente, atacando e ferindo o direito de outros já conquistados. A moral e os bons costumes devem superar o caos. Três toques. Justiça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos que, entre o bem e o mal que se oferecem às vistas, escolhem o bem, para que não chegue o dia em que olhem para trás e digam “estivemos quietos”, apertam os dois números e confirmam. Vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana seguinte ao triunfo do domingo pacífico e sangrento, já se contabilizam dezessete jovens espancados, três dos quais não resistiram aos ferimentos, ao longo do território da pátria Brasil. Todos réus confessos da onda fascista e inconsequente que insistem em encarnar: "gays". Ainda com o passar de mais alguns dias, dezoito jovens são encontradas mortas na periferia, carregando em seus corpos o que não poderiam esconder, ainda que tivessem tentado: "mães sem coração". No decorrer do ano,&amp;nbsp;dez jovens ainda seriam presos por atos de terrorismo e vandalismo, desafiando a imprensa em sua liberdade limpa, inocente e neutra em favor da verdade agora e sempre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil pôde mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Bruno Costa&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-5604949724148620941?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/5604949724148620941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=5604949724148620941&amp;isPopup=true' title='33 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/5604949724148620941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/5604949724148620941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2010/10/verdades-e-ironias.html' title='Verdades e ironias'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>33</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-7241676470108467116</id><published>2010-10-15T14:38:00.010-03:00</published><updated>2010-10-19T06:48:01.789-02:00</updated><title type='text'>Considerações provisórias 2</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal" align="justify"&gt;É impressionante como política na maioria das vezes não interessa ao povo brasileiro. &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal" align="justify"&gt;As pessoas reclamam dos candidatos, mas de fato, poucos refletem ou reclamam de seus próprios atos. A memória dos brasileiros por muitas vezes tem se mostrado bastante curta. Alguém me explica como pode Fernando Collor de Mello quase disputar o 2º turno para o cargo de Governador do estado de Alagoas no ano de 2010? E antes disso... como fora senador do ainda Alagoas? Pior que diante de tudo isso, ainda sim, presenciamos a dificuldade pra validar a Lei do "ficha limpa" as vésperas de uma eleição... afinal, pra que a pressa?! &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal" align="justify"&gt;O eleitor as vezes não compreende que a democracia em exercício, como já dito em post anterior, é não somente o ato de votar, mas também, dentre outras coisas, o acompanhamento do percurso do candidato ao qual fora delegado o “poder” de representatividade. O governo não é do político x ou y apenas. O governo é do povo! Deveria ser de todos! Se o povo não está de acordo com o tipo de governo, ou se as propostas eleitorais não são cumpridas durante o mandato, é o povo quem deve também fiscalizar e ir pras ruas exigir que a política não seja "essa palhaçada” como muitos fazem questão de admitir em alto e bom som. E são esses mesmos, que por muitas vezes nem sequer lembram em quem votaram para os demais cargos que não o de presidente... como então cobrar alguma coisa? Sendo assim, o “circo” é montado e segue seu itinerário levando gargalhadas a fora; de alguma forma tem público cativo, passivo, sempre nas fileiras e cadeiras, atentos, em alguns momentos até aplaudindo. Muitos se distraem com o doce, com a pipoca, com a paquera que está ao lado, com a chuva que segue do lado de fora... enfim, seja qual for o motivo, o particular é sempre mais importante que a cena, ou seja, nesse caso o cenário político.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal" align="justify"&gt;Muitas pessoas, em especial a comunidade cristã, estão se manifestando contra a candidatura de Dilma Roussef à presidência, baseando-se em algumas questões que tem&lt;span style="font-size:0pt;"&gt; &lt;/span&gt;aparecido no quadro eleitoral já há algumas décadas. Não é com intencionalidade de julgamento que faço esse comentário, apenas sugiro que possamos parar pra pensar o porquê não nos unimos assim para criticar o dinheiro que é desviado da saúde e da educação, por exemplo, ou para defendermos o combate a pobreza, ao preconceito, a segregação, as vozes que são caladas diariamente? Por que não reflitimos sobre essa visibilidade e produção de conhecimento impossibilitada para alguns específicos grupos socias? O que é mostrado na maioria das vezes, geralmente se faz através de uma lente negativa, afirmando a desclassificação, mantida pelo discurso midiático, que por muitas vezes reproduzimos. Mas porque poucos questionam o que afeta o outro, quando a questão não nos afeta? Exitem muitas questões que ferem também os princípios cristãos e que desejariam chamar a mesma atenção que algumas tem chamado nesse último mês. Vamos pensar sobre a pobreza, a educação, a saúde, a falta de amor, a violência, a intolerância, a desigualdade social... seria muito bom se essas coisas nos motivassem a exigir uma posição dos canditados e do governo.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal" align="justify"&gt;O PSDB agora está preocupado em acusar o PT como “o partido que não gosta da imprensa”, mas o “papel” para o qual a maior parte da mídia atualmente se presa pode se dizer questionável. O Brasil nunca esquecerá a contribuição de uma parte militar, direitista e conservadora do governo/população que calou jornalista e matou seus opositores, numa ditadura que está logo ali atrás... dessa censura não se toca no assunto. O que se discute em relação a censura atualmente é apenas a superficialidade, ninguém quer partilhar a monopólio dos meios de comunicação, preocupam-se apenas se vão poder continuar manipulando e “construindo” o cidadão de modo favorável a manutenção da “ordem”! Pouco se discute democratizar os meios comunicativos e viabilizar a liberdade de expressão, isso não é assunto pra pauta! É importante lembrarmos, como já diria um bom professor de sociologia que conheço, que “a primeira versão é sempre a primeira versão e não o fato”, sendo assim, por vezes, faz bem desconfiar da primeira versão. &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;As vésperas de um 2º turno, assim como devemos pensar em quem  iremos votar, seria interessante pensarmos a nossa atitude enquanto cidadão, a nossa atitude enquanto povo, que acredito ser um povo com muito valor e que muito pode! Nesse sentido eu não desejo a manutenção da ordem... não dessa “ordem” que bem conhecemos! Eu prefiro a dúvida, o questionamento, a transformação! Isso que tanto lutam pra que não possamos conquistar!!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal" align="justify"&gt;Querem corpos dóceis. Sendo assim... eu prefiro o “caos”.... Bem vindo seja! &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal" align="right"&gt;Joyce Abbade&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-7241676470108467116?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/7241676470108467116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=7241676470108467116&amp;isPopup=true' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/7241676470108467116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/7241676470108467116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2010/10/consideracoes-provisorias-2.html' title='Considerações provisórias 2'/><author><name>Joyce Abbade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09950575633812214508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_heX7l99qhGY/TKYxoSIOYZI/AAAAAAAAAAM/4Fp1ZjK2Udk/S220/N%C3%B3s+no+cas%C3%B3rio+da+R%C3%AA.jpg'/></author><thr:total>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-5422979501493480789</id><published>2010-10-06T13:55:00.000-03:00</published><updated>2010-10-06T13:55:40.233-03:00</updated><title type='text'>Considerações provisórias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passados poucos dias desde o domingo “mais importante” do ano, cabem algumas ponderações a respeito de todo processo. Não se preocupem, pois não se trata do que muita se sabe, ou seja, Tiririca, Romário, Garotinho ou outros quaisquer foram eleitos. Azar o nosso, bem sabemos. Tampouco irei reclamar e dizer que tudo será igual e corrupto como sempre. Doravante prossigamos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao ligar a TV vemos propagandas fora e dentro de horas. Nas ruas, panfletos sujam as cidades a cada esquina. Cartazes se espalham. O telefone toca e a voz robótica anuncia as boas novas de tal candidato. Por e-mail você recebe, sem desejar, propostas de um não-contato. Parados, ouvimos os sons de carros com mensagens eleitoreiras. Nos debates quase não se discute conceitos, estruturas, ideias ou ideais. Busca-se vender atrativos e vantagens para cada eleitor e, assim, angariar uns tanto votos mais. Músicas de fundo, crianças e velhos, ônibus e trens, enfim, lugares que não conhecem os quantos candidatos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estamos em pleno século XXI, mas ao contrário do que imaginam muitos, o moralismo ainda não foi superado, nem mesmo trocado. Circularam e-mails – estes geralmente enviados por evangélicos, como em todo ano de eleição – espalhavam que certo candidato a vice-presidência seria satanista. Junte-se a isto uma suposta perseguição aos cristãos que, pasmem, serão proibidos de condenar o homossexualismo e em especial sua almejada união conjugal. Ainda, como tática eleitoreira, diminuiu-se a desvantagem percentual ressuscitando fantasmas do passado, como o aborto, por exemplo, que assustaram nossos pais e avós. Porém, “ainda somos os mesmos como nossos pais”, já bem dizia a canção. Não se relacionou este problema à saúde pública, dado que muitas mulheres perdem a vida ou a comprometem por não terem condições de bancar o alto custo de uma clínica clandestina, como algumas outras podem e assim o fazem. Sendo contrário ou favorável, poderíamos ampliar o debate sem demonizar as partes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outros tantos eleitores, demasiado fatigados por não verem resultados que se prezem no entra-e-sai dos anos, resolveram dar seu voto à protesto. Talvez tenham esquecido que isso não terá qualquer efeito a que se possa chamar, como o nome merece, “protesto”. Nada sim, é o que irá resultar daí. Outros dirão que independentemente dos que lá estiverem tudo será igualmente ruim; não é necessário muito para saber que não é bem por aí. Basta olhar uns dez anos atrás e ver a situação das universidades públicas, as quais muito mal seguravam professores, quanto menos verbas para uma pesquisa e desenvolvimento acadêmico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez, nosso grande erro no Brasil seja pensarmos a democracia como apenas representativa e o voto como sua consumação máxima. Eleger alguém não significa suportá-lo “haja o que houver” por quatro anos necessariamente. Podemos cobrá-los, como também participar ativamente da direção política da sociedade que somos. Infelizmente os movimentos sociais são escarnecidos e parece valer mais ter crédito para curtir as delícias do capitalismo via shopping Center. A democracia deve dizer de como queremos ser governados e não apenas por quem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;DEMOKRATÍA, do grego, “governo do povo”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Bruno Costa&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-5422979501493480789?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/5422979501493480789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=5422979501493480789&amp;isPopup=true' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/5422979501493480789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/5422979501493480789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2010/10/consideracoes-provisorias.html' title='Considerações provisórias'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-1183445064146470241</id><published>2010-09-27T22:35:00.001-03:00</published><updated>2010-09-27T22:35:38.414-03:00</updated><title type='text'>Mais um Silva</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O barulho do despertador não é o som mais agradável para anunciar o início da manhã de mais uma segunda-feira, apontando o começo de mais uma semana de aventuras na vida de mais um Silva. Antes, contudo, é necessário jogar uma água fria, não necessitamos de um balde cheio, nos leitoras esperançosos por adentrarem uma história de ação, viagem ou mesmo um tórrido romance. O que resolvi chamar provisoriamente de aventura pode, um pouco mais adiante, receber outros nomes menos entusiastas. Fica ao cargo de cada um quando for chegada a hora. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seria mais justo com nosso Silva, deixar claro que mal começou o dia, ou ainda, nem bem começou o dia e ele já estava de pé. Isso ocorria toda semana, há alguns meses, o que não torna nada mais brando, ao contrário do que se poderia ingenuamente pensar. Ainda sonolento ele segue seu ritual diurno; lavar o rosto, tomar café, escovar os dentes, trocar a roupa, pouco importando a ordem dos fatores. O que altera o produto de nosso protagonista é sua devoção a Nossa Senhora, acredita ele. Nenhuma em especial; não a dos motoqueiros, não a dos pobres, nem mesmo a dos trabalhadores. Talvez a da grande família Silva, se houvesse, ou se ele soubesse. Então fica assim, a Mãe do Senhor, como crê e se agrada em entender. Suas mãos selam em seu corpo as marcas invisíveis da cruz e após isto, beija e coloca sua medalha devota. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No pequeno espaço encontrado ao lado de fora, o qual improvisou o denominou garagem, apanha sua motocicleta e sai para abastecer, porém não sem antes fincar sua pequena bandeira amarela, sua propaganda de trabalho, seu anúncio, donde se pode ler “moto-táxi”. O serviço não é legalizado, mas nem por isso deixa de ser importante. O transporte na cidade maravilhosa continua caótico, apesar do eterno futuro promissor. É neste veículo, sem muita segurança, que trabalhadores garantem a chegada de muitos, e disso se orgulha o Silva. Sim, orgulha-se, embora não se iluda. Sabe bem dos riscos das fiscalizações e do baixo lucro. Mas sem muito que fazer, pilota sua moto nas ruas do subúrbio da cidade, que do lado de cá não exibe muitas maravilhas, como bem desconfiamos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na primeira parada, duas candidatas se aproximam. Ele encosta e já se percebe o clima de disputa. Nenhuma delas irá ceder o lugar, afinal, ambas, como todos, estão sem tempo de sobra. Logo souberam que não era necessária uma disputa. Como se trata de uma “lotada”, havia espaço para as duas. Entreolharam-se receosas, mas Silva demonstrava confiança e logo tratou de ajudá-las a subir. Os assentos não eram dos mais confortáveis, mas disso já nem se reclama tanto. Pode ser o costume, que também agora em nada alivia a situação. O asfalto não era dos mais lisos, embora ainda muito bem se equilibrasse o trio. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em alguns momentos, as passageiras ouviam Silva balbuciar algumas palavras, num mesmo tom, mesmo ritmo. Intrigada, a de trás perguntou a da frente o que seriam as palavras. “Ele está rezando uma Ave Maria”, foi a resposta. Logo foi possível ouvir em bom tom “bendito é o fruto do Vosso ventre...”. Até mesmo riram as duas, não sem suceder um grande estranhamento à parada da moto ao sinal de mais um passageiro. Elas discutiram dizendo que já ninguém cabia ali, como se preciso fosse. O rapaz que chegava trazia um sorriso amigo e logo sentou atrás delas; bem apertados e, agora, abraçados, quase fraternamente. Como dizia o rei: “na angústia nasce um irmão”. O medo das jovens não foi maior que a preocupação com o horário da labuta e, além disso, o novo passageiro as tranqüilizou, ou tentou, alegando todo dia fazer a lotada com o Silva. Fugir dos engarrafamentos era o ponto de vantagem. E a viagem prosseguia pela Avenida Brasil, bastante movimentada e perigosa, quando as jovens perceberam que o homem de trás também rezava, em sincronia com Silva. A aventura-pesadelo rumou ao Centro da cidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perto do fim a moto acelerou por entre uns tantos carros, cortando um ônibus em alta velocidade para antecipar o fechamento do semáforo, mesmo este já estando enrubescido. O arrepio os atingiu em cheio e, nesta hora, a fé os uniu. Ou desespero, como queiram. Como um coral de igreja reformada, a plenos pulmões e em uníssono, rogaram a santa “agora e na hora de nossa morte...” e eis que as manobras milagrosas, da santa ou do Silva, mais uma vez permitiram ao protagonista terminar o primeiro serviço do dia, e aos demais sobreviverem. O momento os uniu, tal como um Santíssimo Quarteto. No ponto de chegada despediram-se com um “Amém” que selava a manhã gloriosa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Silva respira e retorna, em busca de passageiros. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Bruno Costa&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-1183445064146470241?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/1183445064146470241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=1183445064146470241&amp;isPopup=true' title='37 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/1183445064146470241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/1183445064146470241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2010/09/mais-um-silva.html' title='Mais um Silva'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>37</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-3730596440272363598</id><published>2010-09-14T20:32:00.010-03:00</published><updated>2010-09-14T21:07:07.049-03:00</updated><title type='text'>Os Sete Pecados Capitais: AVAREZA</title><content type='html'>Ela vivia há 20 anos naquela mesma rotina, não entendia o sorriso das outras pessoas que lá viviam. Cidade pacata... nada mudava pra ela. Maria, sua irmã, achava tudo uma graça, talvez porque tivesse apenas a metade de seus "longos" anos. Tatiana achava a cidade esquisita, achava as pessoas estranhas, pessoas que valorizavam o jardim da praça, a praça, as datas comemorativas e toda aquela festividade que as acompanhavam; porém... nada lhe confortava, nada afetava Tatiana. As crianças adoravam aquela farra, pois os faziam lembrar das histórias dos mais velhos, cada objeto, cada música, cada veste. Os idosos nem sequer viam o tempo passar, era uma alegria só! Preservar seus laços era tudo o que os faziam olhar para trás com sorriso estampado. Ah! Que beleza era a memória coletiva daquela cidade! Só Tatiana não a contemplava. A dinâmica acontecia: as senhoras eram responsáveis por algumas atividades, como por exemplo cuidar das comidas que encheriam a praça de sabor, os homens garantiam o andamento da cidade e com as crianaças por perto não tinha quem não fosse contagiado por aquela alegria. Era uma delícia cultivar aquela cultura, todo ano era aquela mesma euforia em setembro, mês da festa da cidade, e lá iam todos com seus objetos mais memoráveis para rua, exibi-los aos conterrâneos e aos turistas.&lt;br /&gt;Todos eram bem-vindos! Lá na praça se ouvia de tudo um pouco, cada um falava de seu objeto como o mais bonito, o mais importante... cada qual com o seu fetiche. E dele viviam, pois eram as histórias e o significado simbólico daqueles objetos que valiam quase toda riqueza que mantinha a cidade. Os objetos eram demais desejados pelos que frequentavam a festa; pagava-se o preço que fosse para apenas ver os objetos; algumas raras vezes os vendiam. E assim os habitantes da cidade acumulavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma bela rotina para todos, exceto para Tatiana que continuava não vendo graça em nada daquilo. Aquelas pessoas apegadas as suas histórias e objetos, só a faziam sentir-se mais distante daquele sentimento de apego. Cada objeto tinha seu valor e isso era o que mais importava para aqueles habitantes: valor afetivo, valor simbólico e até mesmo o próprio valor monetário. Lá era assim... todo setembro e as vezes até os outros meses do ano giravam em torno do apego ao significado daqueles valores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente Tatiana achava o máximo a cidade vizinha, onde esse valor de guarda e acumulação de objetos não existia. Lá o lema eram as trocas constantes, as relações efusivas e passageiras; os objetos pessoais só significavam enquanto fossem o último modelo nas vitrines. Não existia nenhum penduricário para encenar nada. Tudo tornava-se lixo, após seu tempo restrito de uso... o descarte era o destino. Mas lá Tatiana sentia-se em casa. Dá sua cidade, só tinha olhos para toda aquela novidade da cidade ao lado, lá não se mantinha nada; com o descarte... a única coisa que se mantinham era o lixo... que se acumulava a cada instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tatiana seguia assim... preferia não ver a beleza do "ar fresco" que respirava ao abrir sua janela. Só tinha olhos pro lixo, mesmo que indiretamente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joyce Abbade&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-3730596440272363598?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/3730596440272363598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=3730596440272363598&amp;isPopup=true' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/3730596440272363598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/3730596440272363598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2010/09/ela-vivia-ha-20-anos-naquela-mesma.html' title='Os Sete Pecados Capitais: AVAREZA'/><author><name>Joyce Abbade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09950575633812214508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_heX7l99qhGY/TKYxoSIOYZI/AAAAAAAAAAM/4Fp1ZjK2Udk/S220/N%C3%B3s+no+cas%C3%B3rio+da+R%C3%AA.jpg'/></author><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-8815741262130138691</id><published>2010-08-20T15:44:00.010-03:00</published><updated>2010-08-23T17:22:28.958-03:00</updated><title type='text'>Os Sete Pecados Capitais: INVEJA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dona Amélia, queria e somente, fazer o cozido de seu marido. Mas de fino, na cozinha, nada havia que fazia que o fizesse sorrir. Porém, na cama, não há engano. Ela o faz feliz. Todo amor, com ardor, ele tem ali. O homem nem podia aguentar o dia que amanhã seria, tamanho desgaste e alvoroço vividos. Ainda assim, insatisfeita, a danada da Amélia se ressentia. Isso tudo porque não fazia uma iguaria como a da senhorita Antônia.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;Senhorita Antônia só queria ser bonita, mas este bem não lhe cabia. Poucas curvas ela tinha. Com seu corpo nada exibia que o fazia sorrir. Mas na cozinha não havia &lt;em&gt;chef&lt;/em&gt; que a dobrasse. Era orgulho do marido e seu momento preferido eram os banquetes da degustação . Sorria do início ao fim com tudo que comia, que via que a mulher fazia. Mal cabiam os sabores em seu paladar, tamanha diversidade de fatias. Ainda assim, insatisfeita, a teimosa da Antônia se ressentia. Isso tudo porque beleza não teria, como a da menina Alice. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A menina Alice queria ainda ter marido, mas este já se foi, e foi sem explicar. A vida quis assim, ou não mais. Não poderia mais fazer Gabriel sorrir. A jovem Alice, tão bela, já nem de casa saía. Sua beleza não vinha de academia, nem outro exercício qualquer que fazia. Seus belos seios, sua cintura fina, seu quadril arrebitado, suas pernas, pele, cabelos...todas as medidas numa mulher só. Os homens a queriam! Sem proveito, pois a beleza, que agora de nada lhe serve, Alice só pensa em ver no espelho do solitário lar. Por muito ainda, insatisfeita, a coitada da Alice se ressentia. Isso tudo porque seu homem queria ter, ou outro, como Seu João.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Seu João só queria fazer sentido pra essa vida. Seja na cama, na cozinha ou no sofá, nenhum lugar o fazia sorrir. Todos diziam que tinha a melhor mulher: trabalha, passa, cozinha e, na cama, faz o que quer. Mas no olhar da manhã, não lhe sobra nada. A vida a dois mais parece uma maquinaria, a qual operário não quer. Ainda assim, com aliança, o melancólico João se ressentia. Isso tudo porque já nem viver queria. Queria apenas um coração como o de Gabriel, que já nem sequer batia. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-8815741262130138691?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/8815741262130138691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=8815741262130138691&amp;isPopup=true' title='38 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/8815741262130138691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/8815741262130138691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2010/08/os-sete-pecados-capitais-inveja.html' title='Os Sete Pecados Capitais: INVEJA'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>38</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-3317496471357517384</id><published>2010-07-23T23:20:00.003-03:00</published><updated>2010-07-23T23:29:54.598-03:00</updated><title type='text'>Os Sete Pecados Capitais: Luxúria</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Todos os domingos eram dias de virtuosa caridade. Após a missa, reuniam-se os padres, as freiras e os coroinhas, para realizarem as visitas. Escolhiam uma comunidade, possivelmente carente no que tange às finanças, mas que não fica bem nos dias que se chamam hoje, chamarmos de “favela”. Embora adornados os batismos, as condições de vida e sobrevida se conservam. Entendido o que foi dito, doravante continuemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo pronto. O carro encarregado de transportar as cestas básicas que salvam o corpo, as roupas e os cobertores que alimentam a pele, e as boas-novas que aquecem as almas, já havia chegado. Foram assim os da paróquia para mais um evangelismo dominical. Lá, uns para um lado, outros para outro, alguns ainda para um terceiro. É que nestes lugares não faltam entradas outras, novos becos, como um labirinto desmedido para os do asfalto; uma cartografia lida para os de dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa destas casas qualquer, bateu frei Tomás. Na verdade não bateu, por medo de derrubar a porta moribunda, causando assim um constrangimento logo na entrada. Chamou por palmas até ser atendido por uma mulher que, surpresa como quem espera algo demasiado aguardado, pediu que entrasse. A ordem era não adentrar sozinho em casa de mulher sozinha, sem sinal de presença masculina. Entretanto, talvez pelo olhar de súplica daquela mulher, ele cedeu. Esforçou-se ela para o deixar acomodado em seu humilde lar, enquanto apanhava a cesta com as roupas, e logo as levou para dentro. Conversaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frei Tomás inspirou profundamente, encheu os pulmões de ar, buscando sentido, em desalento pela história de vida da moça. Não poderia saber o que viria. Ainda jovem, apenas 26 anos, embora não tenha vivido menos de 35. Seus 4 filhos não estavam em casa. Foi viúva uma vez aos 19. Abandonada outra vez, aos 25, mas não por motivo de morte. Após a prece, como uma palavra de consolo, o frei lhe disse que tudo iria melhorar. Então, ela pediu que o fizesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desatou o laço que amarrava seu vestido. Despiu-se. Não era bela. Não havia formosura em seu corpo. O frei emudeceu. Pálido e avermelhado, tudo em perfeita sincronia. Ela queixou-se de uma vida sem prazeres e disse: “Nunca tive um homem tão bem apanhado em minha frente. Saudável, forte, bonito. Se veio trazer algo bom... que seja pleno”. Quantos sentimentos não percorreram a pele deste virgem frei... mas apenas afetos. Nada na consciência. Nenhuma explicação. Silenciado, por não haver o que dizer. Entendendo por consentimento o que cala, ela se aproximou, pegou sua mão e a pressionou contra os seios. Beijou-o. Convidativa, caminhou em direção ao quarto, deitando-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas idéias podem se fazer deste momento. Carne fraca, pecado. A elaboração tardia de um Édipo, ou até mesmo uma vingança à castração psicanalítica. Proveito próprio. Filantropia. Enfim, várias teses e antíteses que não chegariam a qualquer síntese. Vício da razão, essa nossa tara em explicar tudo cartesianamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizeram amor. Ou, para fazer jus à linguagem sacra, ele a possuiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs.: Inspirado numa história real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno Costa&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-3317496471357517384?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/3317496471357517384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=3317496471357517384&amp;isPopup=true' title='31 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/3317496471357517384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/3317496471357517384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2010/07/os.html' title='Os Sete Pecados Capitais: Luxúria'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>31</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-1816916502307445904</id><published>2010-07-06T21:33:00.010-03:00</published><updated>2010-07-06T22:53:23.885-03:00</updated><title type='text'>Os Sete Pecados Capitais: GULA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele nunca teve muitas regalias na vida. Por outro lado, não se poderia dizer que não é vaidoso, ou até mesmo avarento, pois isso &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;jamais&lt;/span&gt; lhe foi possível. Afinal, ele não é íntimo dos delírios, embora, talvez fosse esse um caminho menos duro, menos áspero, menos pesado. Na mais tenra infância, esse menino já passou por escassez severa, mas a fome, como se pode imaginar, é a mais cruel das misérias, porque ela traz consigo a denúncia de todas as outras. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não foi instruído nos caminhos dos padres, nem mesmo em qualquer outra religião. Também não era ateu, pois os dogmas da ciência tampouco lhe chegaram as vistas. Simplesmente acredita em Deus, sem mais nomes. Somente isto, até porque mal não lhe faz. Apesar da pouca idade e da difícil "vida de cão", é capaz de contar algumas boas lembranças, motivos de orgulho, embora não convenha contar aqui e agora, para não fugirmos demasiado do contexto do texto proposto. Porém, suas boas memórias, juntamente com a saudade, são dos dias de natal, dos banquetes armados na &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;Cinelândia&lt;/span&gt; por alguma igreja, a qual ele nem sabe ao certo o nome. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo se inicia no pão à metro. Pão, milho, requeijão, alface, frango desfiado. Acompanhado de um gelado copo de refrigerante, muito bem aproveitado no verão de &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;dezembro&lt;/span&gt;, embora os refrescos também o esperem. Bananas, sim, mais de uma. Bolo de &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;fubá&lt;/span&gt;, bolo de cenoura, bolo de chocolate. Uvas, muitas uvas, com caroço e tudo. Uma pausa para respirar... Rabanada com canela, sem canela, só canela. Morango, antes da salada de frutas que fica por último. A bacalhoada também não pode ser esquecida, mas nessas horas não há amnésia que o acometa de tal sandice. Come de tudo, não se dando ao luxo de desdenhar de qualquer alimento. As ulteriores dores de barriga não lhe são problema. Alguns chegaram a lhe dizer que é &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;consequência&lt;/span&gt; do pecado, do olho grande, da &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;glutonaria&lt;/span&gt;. "Então o inferno é meu lugar", respondeu certa vez, sem tempo para pensar muito no que havia dito. Sábio ou louco?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De qualquer forma, algo ele havia reparado, ainda que não lhe ocorresse nenhuma explicação lógica para tanto. Perdoemos. Ainda é jovial seu modo de pensar. Todavia, voltando ao texto, como bom observador, percebeu que a maioria das pessoas gordinhas que conhecia ou via, demonstravam certo constrangimento com sua aparência. Quem sabe o tenha &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;sensibilizado&lt;/span&gt; este "&lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;fenômeno&lt;/span&gt;" pelo fato de que era desejo seu, ainda que por efeito, ou melhor, principalmente por efeito, ser gordo. Que boa seriam muitas noites de banquete num único ano. O que ele não sabe é que a indústria do bem-estar se casou com a indústria da beleza, e dessa união nasceu um filho único: a magreza. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto isso, pela cidade, nos 365 dias do ano, muitos possíveis banquetes não se tornam reais. Num apartamento próximo, &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;Gisele&lt;/span&gt; duramente diz "não" à mesa. Fernando se controla para manter o teor de gordura no mínimo. &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;Gi&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;ovana&lt;/span&gt; enfia o dedo na garganta e extrai suas "impurezas". Rogério não sai de casa por não ter roupas que lhe caiam bem e permanece trancado em casa, comendo culpa, devorando-a. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De repente, em um dia qualquer, nosso personagem principal entenda isso. Embora, por motivos de conter uma revolta ou um desgosto que denuncie a desventura de ter nascido em lar desprovido, seria melhor não...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Bruno Costa&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-1816916502307445904?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/1816916502307445904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=1816916502307445904&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/1816916502307445904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/1816916502307445904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2010/07/os-sete-pecados-capitais-gula.html' title='Os Sete Pecados Capitais: GULA'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-3863552116197872475</id><published>2010-06-22T22:08:00.046-03:00</published><updated>2010-06-22T23:10:52.809-03:00</updated><title type='text'>Os Sete Pecados Capitais: PREGUIÇA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não é fácil lidar com a saudade, com o sofrimento... com a morte. Quando precisamos enfrentar tais situações ou sentimentos, muitas vezes nos desestabilizamos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E não foi diferente com Ana. Sempre ocupada com o viver, não tinha tempo pra pensar no extremo da vida: a morte. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em um dado momento, Ana percebe que mal tinha tempo para pensar em si, mal tinha tempo para desejar... mal tinha tempo para, de fato, viver. Ia morrendo aos poucos. Sem qualquer real existência. Sobrevivia. Realizava atividades sem desejá-las, sem refleti-las, apenas cumpria o script que tinha recebido de si mesma, pela produção injetada por um sistema padronizado de mundo, onde ser diferente ou ter ações distintas da "massa" te torna: o estranho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É nesse mundo em que não se é permitido parar, que a preguiça é condenada. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ana então, se permitiu a lentidão. Passou a desejar seus atos, a pensá-los, a degustá-los. Passou simplesmente a não fazer, não ir, a não dizer, ou apenas a dizer não. A assumir a preguiça que muitas vezes nos visita.. ainda que sejamos desde pequenos ensinados a dispensá-la. Ana rejeita o que tinha aprendido: no fruir da vida contemporânea "ficar parado" não é bom... "bom" é ser dinâmico. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ana segue devagar... recebendo olhares... já não tem mais pressa!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Joyce Abbade&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-3863552116197872475?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/3863552116197872475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=3863552116197872475&amp;isPopup=true' title='27 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/3863552116197872475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/3863552116197872475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2010/06/os-sete-pecados-capitais-preguica.html' title='Os Sete Pecados Capitais: PREGUIÇA'/><author><name>Joyce Abbade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09950575633812214508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_heX7l99qhGY/TKYxoSIOYZI/AAAAAAAAAAM/4Fp1ZjK2Udk/S220/N%C3%B3s+no+cas%C3%B3rio+da+R%C3%AA.jpg'/></author><thr:total>27</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-4456415711743969837</id><published>2010-05-13T19:01:00.002-03:00</published><updated>2010-05-13T19:16:18.394-03:00</updated><title type='text'>Os Sete Pecados Capitais: IRA</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Lá está Jonas novamente, esperando quase como um novato por uma possível renovação, sentado em aconchego no banco da catedral. Naquele ambiente de temperatura amena, onde se refugiara a mais ou menos cinco anos, este simpático senhor se sentia grato, mas também responsável por retribuir toda sorte de mudanças em sua humilde vida, embora não soubesse como mensurar seu quinhão, caso fosse possível. De qualquer modo, deveria permanecer e agradecer, por tudo e por nada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Já era chegado o momento das ofertas, como haveria mesmo de ser, naturalmente, pontualmente. Olhando ao redor, percebeu a movimentação da membresia, embora ali comparecessem também os ilustres visitantes. Nesta hora o povo se levanta para entregar o que, ao menos supostamente, embora creiam com a santa fé, que ao Senhor pertença, mas como o combinado, fica com seu autonomeado representante até uma segunda ordem. Jonas apanha na carteira o quanto já havia reservado, por experiência, seu dízimo. Levantou-se, entrou na fila e entregou a quantia em mãos alheias. Sentou-se sentindo uma tímida repugnância em si, não por si, mas pelo que acabara de fazer. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Alguns minutos mais tarde, como também de costume, deu-se o segundo momento de ofertas e, percebendo novamente a andança, levantou-se como que mecanicamente após catar alguma coisa em sua leve carteira. Um incômodo, pelo constrangimento que sentiu, por ele e por todos, atravessou-lhe da planta dos pés aos fios de cabelo, os quais não eram lá muito privilegiados. Caminhou lentamente, pois a multidão apenas assim o permitira, e com os dentes trincados deitou a quantia juntamente às demais. Olhou o representante que recebia as ofertas com olhos bem abertos e sorriso igualmente sincero. Nosso confuso e agora nervoso protagonista retribui o gesto com um falso sorriso, o qual passou e passaria desapercebido por quem quer que fosse. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Depois, ao pensar na congregação entregando o que tinha, com seus olhos embotados de esperança e desespero, rostos cansados e corpos apenas sobrevivos, o ódio lhe tomou de assalto e antes mesmo da conclusão de um terceiro apelo, que mais parecia o anúncio de uma nova e imperdível promoção divina, ou ainda um grande investimento capital de retorno especulativo, porém quase garantido, ainda que do Procon ninguém se anunciasse, levantou-se do banco. O pastor, antes de sorrir confundindo seu gesto truculento com um ato de fé e boa vontade, ou seja, uma nova contribuição, percebeu os olhos enfurecidos de Jonas, que ainda começaria a distribuir palavrões, todos em sua direção. Os xingamentos e maldições proferidos coraram o pastor que, acreditava Jonas, era um mal intencionado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Nosso querido e pacato irmão, tomado pela ira e, no melhor estilo demolidor, ou nas palavras do pastor, possuído, empurrava e afastava quem entrasse em seu caminho. Derrubando o púlpito e com seu punho em riste, partiu em direção ao amedrontado e indignado pastor. Porém, antes do golpe certeiro, uma meia dúzia de seguranças se amontoou sobre Jonas, encerrando seu breve sonho e o retirando do local. Qual também não foi sua má sorte, que o pastor, após o fim do culto, vendo Jonas preso em seu gabinete, irou-se e entregou o herege nas mãos dos seguranças, não sem antes enfiar seus sapatos violentamente no membro que se encontrava entre suas pernas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;No fim, nosso herói retornou para casa, bastante castigado e com sua ira dobrada, guardada agora, para o próximo domingo. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-4456415711743969837?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/4456415711743969837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=4456415711743969837&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/4456415711743969837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/4456415711743969837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2010/05/os-sete-pecados-capitais-ira.html' title='Os Sete Pecados Capitais: IRA'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-2453528445837141405</id><published>2010-04-23T17:43:00.005-03:00</published><updated>2010-04-23T18:17:40.490-03:00</updated><title type='text'>Os Sete Pecados Capitais: VAIDADE</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Ela já estava quase pronta, fazendo os últimos ajustes, mas não resistiu. Pela terceira vez, desde a hora em que decidiram jantar fora, ela perguntou se aquela roupa a deixara gorda. Um tanto impaciente, achando a questão impertinente, porém com toda calma e delicadeza, a qual ela confundiria, duvidosa, com indiferença, ele responde o que ela gostaria de ouvir e que era o que ele justamente pensava. Eles saem para mais uma noite comum de sábado, que se findaria com uma também comum cena de sexo. Agora, se foi bom...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Ele acabara de completar 43 anos de idade; ela estava a poucos meses dos 37. Ele era alto, levemente calvo e convictamente barbudo. Possuía aquela famosa e pouco formosa, mas deveras proeminente barriguinha, o que não era bem o caso, mas fica assim, por compaixão do narrador. Nem um pouco desleixado, nem tampouco vaidoso; educado e sempre gentil. Alguns dos amigos mais chegados não sabiam como se entendiam tão bem. Ela, uma bela mulher que, por sinal, adorava desfilar seu corpo naturalmente, exceto pelas caminhadas, belo e conservado; vaidosa e insegura, embora mais para um do que para outro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Há alguns meses se encontra demasiado desconfiada. Ele havia emagrecido, sem dietas. Chegava mais tarde que o comum, e dizia estar sempre num período de maior labuta no trabalho. De fato, estava. Vai saber mais aonde... Ainda assim, sua intuição, tão cara e feminina, cismava em lhe tentar, em lhe dizer sobre uma outra. De fato, havia. Triste ela ficou, porém não arrasada. Decidiu, antes de deprimir, que iria lutar pelo que era seu, ainda que fosse apenas para desdenhar e sentir o sabor agridoce da vingança. Bem, ela mal saberia em que iria desaguar tudo isso. Todavia ele devia deseja-la novamente e somente a ela, a quem de direito, ninguém mais. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Desta vez teve a vã certeza: estava envelhecendo, ficando feia e acabada, além dos quilos a mais, embora nada disso se desse a ver. Almejou outra vez ser linda, como aos 20, apaixonante e sedutora, apenas para ele. Por hoje bastaria. Matriculou-se na academia, onde assiduamente se exercitava de &lt;st1:metricconverter productid="2 a" st="on"&gt;2 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 3 horas diárias. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Fez uso das despesas e abalou as economias domésticas, o que lhes sobejava. Esticou a pele, renovou os seios, talhou a cintura. Ficou nova, ao menos para ela. De certo, mais do que nunca os homens a cobiçaram, as mulheres a invejaram, embora sempre compareçam as exceções, as quais nunca são tão poucas assim. Enfim, o importante é que sua auto-estima inflou, mas nem tanto. Seu marido, justo ele, quase nada observou. Claro que notou e até mesmo elogiou, mesmo que quase da boca para fora. Reforçara o quanto achou desnecessário, justo ela, agraciadamente formosa. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Mas nada daquilo lhe descia o estômago. Após 3 dias buscando ratificar e, assim, legitimar a traição, usando de toda discrição ela o viu chegar as portas de um motel. Esperou um tanto, aguardando quem sairia do táxi que viera ao seu encontro. Se alguém ali estivesse, ela poderia apostar o quanto fosse que se tratava de uma menina, bem ninfeta, daquelas que o tempo e o corpo não retornam. Ela perderia. Para sua decepção, ou quase, mas definitivamente para sua confusão, a outra certamente jamais havia retirado as rugas, nem sequer, com todo aquele peso, adentrado uma academia, nem algo semelhante, muito menos se deteve em alguma revista de moda. Ali, os amantes se beijaram, rapidamente, em parte pela discrição, em parte pela pressa de chegar ao quarto e nas horas porvir, se perder. Ela, do lado de cá da rua, já estava. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Bruno Costa&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-2453528445837141405?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/2453528445837141405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=2453528445837141405&amp;isPopup=true' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/2453528445837141405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/2453528445837141405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2010/04/aquilo-que-nao-custa.html' title='Os Sete Pecados Capitais: VAIDADE'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-7548087947864776251</id><published>2010-03-26T14:39:00.005-03:00</published><updated>2010-03-26T16:24:15.589-03:00</updated><title type='text'>Moça bandida</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Nasceu a tão esperada criança. De surpresa malograda, lá se foi a esperança de um macho que jamais viria. Menina linda, desde cedo despertava expectativas. Pouco depois e ainda cedo foi iniciada nos serviços de mulher, tornando-se moça. Encarnou desde então, dotes de uma amante, enlouquecendo e aquecendo seus conterrâneos.  Amigos de escola, trabalhadores de oficina, desconhecidos, acamados, internados, vovôs enguiçados, as tiazinhas viúvas... foram muitos. Consolou viúvas, sorriu com viciados, inquietou os desquitados e também os casados; perdeu-se ainda com os errantes. Todos diziam que em toda a cidade nem meretriz houve com histórias semelhantes entre tantos lençóis. Era maldita na cidade, denunciava a fragilidade de famílias muito unidas, a inquietude das carolas, a carência das carochas, a impotência dos desterrados. Era motivo de chacota, de tapas e escarros, de pedras e porradas. Era ré dos crimes todos da cidade. Todo o inferno cabia em seu colo. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Certo dia um comandante, arrumado, letrado, ilustrado, armado e detentor de grande poderio militar, decidiu a velha história de Sodoma ressuscitar. Era tudo iniqüidade, hipocrisia, pilantragem, que a esta cidade lhe restara seu final. Todo mundo em polvorosa pranteava sua hora; nem seria necessária uma cova, pois o fogo deixaria apenas o fedor de enxofre. Todavia aquele temido homem tinha um calcanhar de Aquiles. Nem mesmo ele, do alto de seu coturno, resistiu à bela jovem.  Desejou-a de imediato, em troca de uma trégua até pouco esvaída. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;A cidade olhava a moça, implorando como quem pede perdão e, num coro fumegante lhe cantou em contrição. De vagabunda a redentora, ela jamais sonharia, ainda que com muita imaginação. Teria seu dia de rainha, tudo mudaria. Comovida e adornada pela vizinhança, contra seu desejo quase intolerante por linhos finos e barba demasiado feita, engoliu seco, depois engoliu um seco, um quente, e aceitou assim, a proposta indecorosa e obscena. Resistiu ao nojo e se entregou; o homem encharcado de suor a possuía com brutalidade.  A cidade esperava e cochichava: “ela está acostumada”, “no fundo está realizada”. Mal se deu a alvorada e o homem se vestia, levando consigo a ameaça de bancarrota daquela cidade. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Respirando então, depois da noite sofrida, antes de estar de toda tranqüila, ainda lá dentro ouvia os ecos da cidade: “ela deve estar se achando”, “ela é uma atrevida”, “pensa que é uma deusa”, “nós não vamos nos curvar”, “nunca iremos perdoa-la”, ”um acerto não lhe susterá os pecados”. Sua paz já lhe escapava, porque é hora e seus vizinhos não demoram. Era novamente o mau e o fel daquela gente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bruno Costa&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PS1: Texto inspirado na música "Geni e o Zepelim", de Chico Buarque.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-7548087947864776251?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/7548087947864776251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=7548087947864776251&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/7548087947864776251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/7548087947864776251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2010/03/moca-bandida.html' title='Moça bandida'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-8444759526114567336</id><published>2010-02-19T19:56:00.002-02:00</published><updated>2010-02-19T19:58:24.074-02:00</updated><title type='text'>Processos</title><content type='html'>Já fui um mesmo que todos. Cópia da cópia. Massa. Era um "o" em cada qual, em cada tanto. Eterna repetição. Bajulava, empolgado, o estandarte da ilusão, sonhando acordado com um abastado desejo de congratulação. Ele me levaria alto, levaria longe. Lá onde tudo é igual, onde tudo é também. Nessa vida onde tudo é meio, sem primeiro nem derradeiro.&lt;br /&gt;Já fui o mesmo de outros poucos. Cara contra coroa; o lado oposto, o antagônico. Fiz da chuva o sol e da alegria minha desgraça. O manto que me adornara se desfez na fogueira do mundo vermelho. Ali, vi virtude em quem exibia chagas. Calei a mentira e olhei admirado a nova verdade, empunhando sua bandeira, tão minha, tão vindoura, distinta e perfumada como a nova Canaã. Nessa vida onde tudo é meio, sem aurora nem crepúsculo. &lt;br /&gt;Já fui uns tantos, um desconstrutor. Com a força de um martelo emprestado, rachei os metais; inverti o lado e rasguei a bandeira. Entendi toda a verdade, mas não acreditei nela. Permaneci cético. Quis lhe derrubar a face, presenciar e multiplicar sua ruína. Tentei ferir o senso comum, o cálculo científico e a lógica metafísica. Percorreria estradas, invadiria fortalezas e meu retorno precederia os aplausos. Ainda havia um lugar para habitar. Nessa vida onde tudo é meio, sem desfecho nem largada. &lt;br /&gt;Ainda sou um outro, ou vários ainda. Desfilando nos sarais de Dionísio; encontro abrigo no caos, para o caos. Aqueles pedem uma nota. Não dou. Tentam uma emboscada. Traço uma rota de fuga. Então, eles forjam uma passagem. Permaneço. Deixam-me. Na solidão eu vivo um sorriso, talvez dos que pensam que sou melancólico. “É muito pouco”, penso. Mas não proponho aclarar. Isolado como pária, peregrino errante; nômade como tantos outros que fui. E o tempo teima em abrir-se. Dou meu aval, embora ele não careça. Nessa vida onde tudo é meio, sem início nem fim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno Costa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-8444759526114567336?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/8444759526114567336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=8444759526114567336&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/8444759526114567336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/8444759526114567336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2010/02/sou-todos.html' title='Processos'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-5326638471972677473</id><published>2009-12-24T17:35:00.002-02:00</published><updated>2009-12-24T17:44:44.416-02:00</updated><title type='text'>O Natal e o Sequestro</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Como havia passado rápido o ano... Já era dia 24 de dezembro novamente e o velho Noel pronto estava para mais um dia daqueles de visitas. Era a grande e variada a quantidade de presentes: bolas e bonecas, roupas e sapatos, carros importados e água mineral, caso sobrasse tempo para a África. O velho, chamado bom, podia até mesmo ouvir o clamor ocidental pela sua visita e, principalmente, do que deixaria dela. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Tudo pronto. Era hora de partir rumo a festa da civilização. Porém, Noel estranhava o silêncio entre seus ajudantes. Duvidoso, perguntava sobre os motivos de não o olharem nos olhos. Monossilábicos eles respondiam, aumentando a desconfiança do velho. Quando finalmente percebeu, era tarde. O trenó seguia para um canto desconhecido, sombrio. Tentou intervir, mas foi calado por um dos homens, percebendo não ser aquele um dos seus. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Chegaram ao cativeiro escuro, onde encontrou seus ajudantes amordaçados, junto da Mamãe Noel. Então, ele perguntou em voz alta e irada: “O que está acontecendo?”. “Isto é um seqüestro, seu velho barbudo!”, respondeu-lhe um dos seqüestradores. “Mas é natal! E as pessoas? Como ficam? Tenho de entregar os presentes”, retrucava o velho. “Este ano não tem natal!”, sentenciou o líder do movimento, e prosseguiu: “Calma coroa, todos serão informados”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Enquanto isso, à meia-noite, todos, homens e mulheres, velhos e crianças, aguardavam a chegada dos embrulhos. Mas tudo que encontraram naquela noite foram cartas: “Acabou o sonho. Não volto mais; é o fim do natal! Sem mais... Noel”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Um silêncio sepulcral tomou conta do ocidente. Ouviam-se prantos, gritos, lamentações e protestos. Ninguém sabia o que fazer; todos queriam o natal de volta. Mas sem Noel, não sabiam como...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;No cativeiro seguia uma discussão inflamada. Os homens propunham uma outra forma de natal. Sem presentes, sem consumo. Acreditavam que o ser humano poderia viver para além dessa convenção capital, esperançosos de um novo sentido para a existência humana. O velho Noel, por sua vez, patrocinava sua fama. Para ele, o natal era a redenção, o escape ao ano estressante, onde todos poderiam demonstrar seus afetos. Mereciam maior conforto, prazer e alegria. Era o que queriam de verdade. Passado algum tempo, resolveram ligar a TV para saber o que se passava. O que viram eram zumbis levantando faixas "pró-Noel". Os sequestradores decepcionados começaram a libertar os ajudantes e a mulher do velho, embora sem decidir exatamente o que fariam. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;O povo nas ruas, nas casas, chora o final deste trágico 25 de dezembro. Cada qual buscando no outro alguma resposta. Uma fresta de solidariedade parecia iniciar-se, findando o dia de natal. Mas antes dos abraços tristes, eis que Noel cruza os céus com seu trenó. A multidão delira, as luzes se acendem.  E com o bom velhinho vinha também a boa-nova para o mundo globalizado: &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;“Eis que estive preso, seqüestrado por gente que não é alegre. Mas voltei. E com presentes. E digo ainda! O natal á partir deste ano se estenderá! Do primeiro minuto do dia 25 ao último do dia 26!”. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Lágrimas e comemorações tomam conta das cidades.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Ah! Alguns homens daquele movimento entregaram-se. Não faziam questão de viver &lt;st1:personname productid="em liberdade. Seu" st="on"&gt;em liberdade. Seu&lt;/st1:personname&gt; líder suicidou-se, enforcado numa corda de pular. Já os demais continuaram suas vidas, suas sagas; criando estratégias na esperança de mudar aquele formato mascarado...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Bruno Costa&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-5326638471972677473?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/5326638471972677473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=5326638471972677473&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/5326638471972677473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/5326638471972677473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2009/12/o-natal-e-o-sequestro.html' title='O Natal e o Sequestro'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-356697301015483937</id><published>2009-09-10T18:41:00.018-03:00</published><updated>2009-09-11T20:23:51.462-03:00</updated><title type='text'>Um Brinde aos Homens de Bem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Aos homens de boa vontade, de bom caráter e de boa índole... um brinde!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aos que nascem, crescem, reproduzem e morrem. Aos de imagem e semelhança divinas. Aos que carregam o estandarte da verdade, da moral, da justiça. Filhos da revolução, do liberalismo, da modernidade. Da liberdade, fraternidade e igualdade. Júris da individualidade e do tribunal do juízo coletivo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Saúdo também a família doriana: papai, mamãe e filhinhos, dos sorrisos, natais e aniversários. Os que afastam seus filhos das drogas e das más companhias, das favelas, dos sujos, dos estranhos. Difusores dos bons costumes, das normas, da ordem e do progresso; zelosos por um futuro melhor para sua descendência, e que fazem anátemas as cabeças vazias, resguardando sua prole nas escolas, nas aulas de inglês, informática, dança, natação, judô, violão. Sempre buscando as boas novas das mais altas pedagogias porque não querem seus filhos perdedores. Afinal, não há mais tempo nem lugar para uma criança vadiar...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Convido, é claro, os estudantes, públicos ou privados, que matam leões para conseguirem sua fatia. Aos que conseguem facilmente também. Aos que fazem pós e após novamente. Atualizados, preparados. Aos que não perdem tempo em lágrimas, mas trabalham. Aos que entendem a competição sádica sadia, feroz veloz, ambição inocente e o sistema neutro. Aos que vestem a camisa, disputam vaga, sonham com a mesa maior. Aos vencedores de cada dia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Venham também os consumidores de bom tom, donos das rédeas do desejo. Aos que labutam no cotidiano, sem blasfêmias, e que valorizam as malhas finas, a qualidade, a quantidade, o conforto, o gozo do lazer na presença dos iguais, belos e vistosos, da vauguarda social. Aos que tem, aos que não tem, mas querem ter. Aos que terão. E aos faltantes constrangidos também. Aos protegidos, dos condomínios fechados e vigiados, seguros e completos. Mundos privados. Corram com seus carros blindados, escuros e filmados. De onde não são vistos e se fazem temer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não poderia esquecer os homens das boas obras. Que lotam as igrejas nos domingos e durante a semana também. Aos que fogem à roda dos escarnecedores e lançam as esperanças na Terra Prometida; filhos da inocência, dizimistas fiéis. Sejam conosco, servos da indiferença. O cálice que ergo e ofereço não traz vinho, apesar de carmesim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Venham todos, dos fóruns, delegacias, laboratórios, hospitais, empresas, centrais, igrejas, universais, consultórios, bancos, praças. Venham de Brasília, pois lhes esperam os juízes, advogados, policiais, cientistas, médicos, publicitários, empresários, jornalistas, padres, bispos, pastores, donas de casa, analistas, pesquisadores, eleitos. Nesse encontro da pureza, onde Pilatos nos espera... Deixem seus ternos e gravatas, uniformes, vestidos e jalecos. A história merece este momento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Finalmente, um brinde ao sangue, com sangue. Não o de Cristo! Mas o meu, o seu, o nosso. Homens de bem... à vida nossa, de morte lenta, coração agridoce.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aos homens de bem... um brinde!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bruno Costa&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-356697301015483937?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/356697301015483937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=356697301015483937&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/356697301015483937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/356697301015483937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2009/09/um-brinde-aos-homens-de-bem.html' title='Um Brinde aos Homens de Bem'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-1748049011361246336</id><published>2009-08-03T19:07:00.004-03:00</published><updated>2009-08-03T19:13:30.448-03:00</updated><title type='text'>Por uma dose de afeto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Já passavam das 11 horas da noite e a casa estava cheia. Era quase sempre assim, nesta época do ano. Muitos de férias ficam além da conta. Outros tantos são os turistas estupefatos e curiosos, sedentos por conhecerem o local e, é claro, consumirem as sensações da droga, embora nenhum usuário lance mão de tal batismo. Afinal, ela não era ilícita; totalmente legalizada. Era o “livre amor”, como enunciavam os amantes orgânicos.&lt;br /&gt;Ela então, adentra a noite. Bem vestida como nunca, insegura como sempre. Há três semanas sem freqüentar a boate, esperava um fôlego novo. Nada. Da última vez em que tomou a dose, jurou que não faria novamente. Alguns diziam que beirava a dependência, outros não necessitavam, e havia os defensores dessa espécie de “embriaguez romântica”. Mas ela sentia culpa. “Posso viver sem isso!”, afirmou imponente.&lt;br /&gt;Alta, magra, loira dos olhos azuis e um nobre par de seios. Percebe a movimentação e a disposição dos corpos. Casais se formam, uns após outros. Tensa, envereda para a pista de dança, na esperança de atrair cobiça. Não queria terminar a noite sozinha. Vai ao bar e bebe uma &lt;em&gt;Cuba Libre&lt;/em&gt;. Troca olhares. Nada que lhe envolva. Pensa, resiste. Retorna para a pista. Importunada pelo rapaz, olha em volta. Porém, já não acreditava que conseguiria companhia melhor. “Talvez mereça uma chance”, pensa ela, fatigada por esperar seu príncipe. Novamente no bar, conversam bastante. O bem-sucedido rapaz não lhe suscita nenhum ardor de atração.&lt;br /&gt;Titubeante, não sabe se pede ou não. Mas na esperança incrédula de uma possível descoberta, ela chama o &lt;em&gt;barman&lt;/em&gt; e pede: “Uma dose de afeto, por favor...da vermelha!”. Ela bebe e pouco depois, trocam a boate frenética e atraente pela casa do afortunado rapaz.&lt;br /&gt;Num momento de diálogo, após algumas horas de sexo, entorpecida e encantada, ela pergunta:&lt;br /&gt;– Quando nos veremos de novo?&lt;br /&gt;– Talvez no próximo mês. Viajo muito por conta do trabalho.&lt;br /&gt;Desiludida com seus planos de namoro, toma uma decisão antes que seja tarde. Levanta-se, vai ao banheiro e fecha a porta. Enfia o dedo goela abaixo. Repetidas vezes o faz, livrando-se daquela paixão, agora, novamente indesejada. Após dar a descarga, sai do banheiro, pega suas coisas e vai para casa, já pensando em mais um dia de trabalho que a espera pela manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno Costa&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-1748049011361246336?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/1748049011361246336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=1748049011361246336&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/1748049011361246336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/1748049011361246336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2009/08/por-uma-dose-de-afeto.html' title='Por uma dose de afeto'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-40266060093874296</id><published>2009-06-23T15:13:00.003-03:00</published><updated>2009-06-23T15:17:15.755-03:00</updated><title type='text'>Estranhas Sensações</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Qual é a sensação que te da quando lamenta encontrar um conhecido por não ter tempo a perder?&lt;br /&gt;Quando o fim de semana parece ter menos de 20 horas?&lt;br /&gt;Quando percebe que alguns desejos não terá tempo de realizar nesta vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é a sensação que te da quando seu corpo adoece e seu repouso parece te atrasar?&lt;br /&gt;Quando um parente falece e você não tem muito tempo para o luto?&lt;br /&gt;Quando está parado a vadiar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é a sensação que te da quando a notícia muda sem dar chance a um pensamento?&lt;br /&gt;Ao ver os carros correndo, correndo sem parar?&lt;br /&gt;Quando alguém te esbarra e passa, sem tempo para uma desculpa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é a sensação que te da ao ver a vida passar e dela você meramente coadjuvar?&lt;br /&gt;Em sua avó não poder aparecer para uma simples visita?&lt;br /&gt;Ao não poder se dar ao luxo de parar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é a sensação que te da ao deitar a cabeça no travesseiro e se ver obrigado a dormir?&lt;br /&gt;Ao amanhecer em mais um dia lotado de compromissos?&lt;br /&gt;Quando se percebe apressado, louco para terminar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é a sensação que te da ao estar desconectado?&lt;br /&gt;Quando está sozinho?&lt;br /&gt;Em ter um crédito a pagar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é a sensação que te da ao não saber o porquê?&lt;br /&gt;Ao não saber para quê?&lt;br /&gt;Em não saber como...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno Costa&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-40266060093874296?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/40266060093874296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=40266060093874296&amp;isPopup=true' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/40266060093874296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/40266060093874296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2009/06/estranhas-sensacoes.html' title='Estranhas Sensações'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-6333797361419671823</id><published>2009-05-27T22:24:00.001-03:00</published><updated>2009-05-29T10:42:15.009-03:00</updated><title type='text'>Museu e Loucura</title><content type='html'>Terça feira dia 18 de Maio comemorou-se o Dia Internacional de Museus, e por uma feliz coincidência esse também fora o dia escolhido para ser comemorado o Movimento Nacional da Luta Antimanicomial. Alguns podem estar se questionando o que um museu e o conceito de loucura podem ter em comum. Pois bem, lendo uma matéria sobre o Museu da Loucura, que se localiza na cidade de Barbacena (Minas Gerais), pude refletir a cerca desse assunto e lançar o meu olhar para além dos muros museológicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de pensar sobre memória; que, apesar de inicialmente não parecer, possui maior significado em sua relação com o presente do que com o passado. Quando nos remetemos a nossa memória; na verdade o que fazemos é retomarmos aqueles momentos de outrora com o olhar do presente, com aquilo que somos hoje; o que nos permite perceber que a memória se faz em tempo atual e a partir da experiência de cada um. É a partir desse exercício de lembrar que possibilitamos ver o mundo de maneira diferente a cada dia, enfatizando que a partir desse ato se permite afetar e sermos afetados de diferentes formas. Claramente podemos pensar também que aquilo que não se é lembrado... possivelmente será esquecido por algum momento. Selecionar o que se enaltece, o que se exalta, o que se silencia, por exemplo, faz parte de uma das práticas de um museu, a partir da história que se constrói no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O museu como espaço cultural deve buscar valorizar as diferenças e possibilitar diversas experiências e encontros entre os visitantes, entre o objeto e o visitante e até mesmo entre a instituição e o visitante. O museu ressalta a importante de uma consciência social; de uma história construída em conjunto; em que cada pessoa participa passiva ou ativamente, interagindo com o ambiente, com a economia, com a política, etc. O museu ao contrário do que muitos pensam, não é lugar de coisa velha, de passado, de coisa que ninguém mais quer, pelo contrário, o museu é sim um lugar muito atual, espaço em que se permite a reflexão; seja do passado, presente ou futuro. O museu é lugar de memória. E a memória se traduz no presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Ana Cristina Audbert, em seu artigo intitulado “O Museu da Loucura traz a redenção do sofrimento e da exclusão”, o Movimento Nacional de Luta Antimanicomial no Brasil existe desde o final dos anos 80, sendo as primeiras manifestações oriundas dos anos 70, como critica ao modelo assistencial centrado no hospital psiquiátrico, logo “inspirado na experiência italiana de desinstitucionalização psquiátrica a partir do trabalho de Franco Basaglia e tendo como interlocutor Michel Foucault (1926-1984), o movimento, de caráter social, buscou no início uma humanização do hospital psquiátrico através da complementação deste modelo com ambulatórios, hospitais-dia, etc”, favorecendo um tratamento mais humano, social e coletivo e entendendo que a produção da loucura como qualquer outra produção social, no modelo econômico vigente, não se desenvolve só internamente, a partir apenas do individuo, mas sim a partir, também, de um contexto social ao qual a pessoa se insere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos perceber que o caráter excludente da sociedade capitalista se fez presente também dentro dos hospitais psiquiátricos. A lógica moderna de exclusão, daqueles que não são capazes de possibilitarem retorno econômico ou social, os considerados "improdutivos ", vigora com toda força. Sendo assim os que possuem alguma “anormalidade”, os que saem do “padrão da lógica capitalista”, aqueles que têm uma limitação física ou uma alteração mental, por exemplo, são vistos como diferentes e nesse contexto contemporâneo, a diferença é vista como algo ruim, pois o que impera, são milhares de tentativas de nos tornarem cada vez mais padronizados; e nessa realidade  da padronização, o diferente também deve ser incluído em algum contexto, em alguma instituição, torna-se portanto, padrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos fatores que pode aproximar a instituição Museu e o Movimento Nacional da Luta Antimanicomial é portanto o fato do museu ter como uma de suas funções a difusão de uma consciência social que será lida a partir de cada experiência, possibilitando assim a reflexão, a experiência; ressaltando a diferença e o respeito ao olhar do outro como fatores favoráveis. O Museu de Loucura em especial, como afirma Ana Audbert, cumpre sua função social e reaviva momentos marcantes da história que não devem ser esquecidos, como, por exemplo, a história da psiquiatria brasileira. O Museu da Loucura visa, também, preservar a história do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena (CHPB), possibilitando com isso, promover a reflexão sobre o assunto e reafirmar a necessidade de uma busca pela humanização dos tratamentos em saúde mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joyce Abbade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-6333797361419671823?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/6333797361419671823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=6333797361419671823&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/6333797361419671823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/6333797361419671823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2009/05/o-museu-e-loucura.html' title='Museu e Loucura'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-3448406064331490070</id><published>2009-05-11T16:14:00.000-03:00</published><updated>2009-05-11T18:32:06.954-03:00</updated><title type='text'>Encontros</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Diante de seu computador , ele olha o formulário. Acreditando ser útil e eficiente, decide preenchê-lo. Nome, telefone, e-mail, sexo, idade, foto etc. Bom, até aqui, nada de muito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A segunda parte do cadastro começa a deixar para trás as respostas prontas e adentra um território um pouco menos objetivo. Ele para e observa o questionário. Anima-se. Afinal já está só há alguns meses e seus amigos mais confiáveis aprovaram o site. Inclusive sua melhor amiga está noiva de um rapaz que conheceu pelo mesmo processo, tamanha a eficiência do serviço. Então ele retoma. Orientação sexual, programas favoritos, qualidades e defeitos, o que uma mulher deve ter etc.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pronto estava para a terceira e última parte quando percebeu o "tom" das perguntas, agora bastante íntimas. O que faz na primeira transa, com ou sem camisinha, sexo oral, posições preferidas, fantasias etc. Aquilo já era demais! Pensou em desistir, porém notou serem questões optativas. Alívio. De qualquer forma, preencheu algumas para levantar a bandeira de moço sério e responsável, nenhuma mentira. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes de confirmar o cadastro, duvidou. Será que era seguro? Besteira. A empresa garante sigilo e segurança totais para seus membros. Mas será que daria certo? Claro que sim! O programa foi criado por dois psicólogos especializados em relacionamentos amorosos; pouco provável que não funcione. Confirma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Instantaneamente aparecem mais de dez opções de mulheres, selecionadas automaticamente de acordo com seu perfil. "Maravilha!", vibrou. Era a tecnologia em prol da felicidade do homem. Chega de encontros ao acaso, essa ansiedade pelo desconhecido, misto de doce e amargo, vulnerabilidade humana. Queria só o mel. Sabe como é difícil se relacionar com sucesso. Sofrimento... não mais. Basta! Não podia perder mais tempo em outra relação incerta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seleciona a mais bonita da lista e clica em "Enviar convite". Preenche os dados do encontro. Local, dia, hora etc. "Como este site é completo!", exclama. Finalizou deixando uma mensagem: "Olá! Encontrei vc aqui e espero te conhecer logo. Agora ñ tem erro, rs. bjs"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;... ... ... ... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entra num bar com os amigos. Lugar cheio. Indo buscar uma bebida, esbarra em alguém. Pede desculpas e é respondido com o mesmo pedido. Sorri. Sendo simpático, apresenta-se. "Meu nome é...". Começam a conversar.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Bruno Costa&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-3448406064331490070?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/3448406064331490070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=3448406064331490070&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/3448406064331490070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/3448406064331490070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2009/05/encontros.html' title='Encontros'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-9126776401150999963</id><published>2009-02-06T15:28:00.000-02:00</published><updated>2009-02-06T16:03:20.112-02:00</updated><title type='text'>A beleza do trágico</title><content type='html'>De início, um feliz ano novo! Atrasado. Porém, apenas um mês se passou. Então, desejo que o empenho em cumprir as promessas feitas seja encarnado. Especialmente se você for o prefeito ou um vereador.&lt;br /&gt;Enfim. Neste último ano, o primeiro do blog, pensamos um pouco sobre "nossas" subjetividades, e também sobre as questões e peripécias que nos atravessam. Conversando, percebemos que não somos tão independentes. Que nossos sonhos, ainda medíocres, queremos ou podemos comprar. Que aos Jogos Olímpicos restaram somente o motor mercadológico da competitividade, sem alma, ostentando apenas o gás capitalista. E também que a burguesia não é apenas a camada rica da sociedade, já que diagnosticamos seu discurso engendrado ganhar corpo de norte à sul.&lt;br /&gt;Talvez um olhar apressado leve a acreditar que perdemos a fé na vida e que a sociedade que se desenha no mundo contemporâneo apenas fede e nada mais presta. Nos tornamos niilistas ou somos possuídos por um saudosismo vão, ficando mortificados no tempo.&lt;br /&gt;Nada disso!&lt;br /&gt;Denunciando através das críticas somos capazes de desconstruir uma suposta e robusta verdade. Neste processo, somos impactados e a chance de pensar de outra maneira torna-se viável.&lt;br /&gt;Que em 2009 possamos criar outros olhos, caminhos, horizontes.&lt;br /&gt;Há muita vida a afirmar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno Costa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-9126776401150999963?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/9126776401150999963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=9126776401150999963&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/9126776401150999963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/9126776401150999963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2009/02/beleza-do-tragico.html' title='A beleza do trágico'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-9161907056070968894</id><published>2008-10-14T00:02:00.000-03:00</published><updated>2008-10-14T00:10:18.801-03:00</updated><title type='text'>Retrato carioca</title><content type='html'>O que está havendo com nossa “Cidade Maravilhosa”? Cada vez que ando pelas ruas desse nosso Rio de Janeiro chego sempre à mesma conclusão: CANSEI!&lt;br /&gt;Não agüento mais sair nessas ruas fedorentas, com lixos e mais lixos sendo atirados pelo chão, por essa pobretada porca.&lt;br /&gt;E quanta gente fedida logo pela manhã... um absurdo.&lt;br /&gt;Esses mendigos imundos pedindo esmolas e infernizando o cenário carioca. É claro que, se essa cidade pretende ser maravilhosa, temos que limpar as ruas. Aqui não é lugar para eles. Só sabem lotar os hospitais com dengue, crianças remelentas e adolescentes grávidas.&lt;br /&gt;Falta polícia nas ruas para nos trazerem mais tranqüilidade. Cansei de ver esses pivetes, que deveriam estar na cadeia, roubarem pessoas de bem e que nada tem a ver com suas vidas fracassadas. Lugar de bandido é na cadeia. BOPE nas favelas e Capitão Nascimento neles! Voto pela redução da maioridade penal já!&lt;br /&gt;Quem gosta de estar na praia e ver aquele amontoado de casebres, um em cima do outro, com aquela gente feia e perigosa, enquanto pegamos um sol? Ou até mesmo quando somos surpreendidos pela nefasta presença destes seres, no mínimo suspeitos, fazendo algazarra e sujando nossas praias. Aquelas brincadeiras sem graça, aquela gente feia com seus rádios tocando funk e pagode. Ninguém merece!!! Aqueles cabelos cheios de creme, aqueles bigodinhos safados e cabelos pintados de amarelo. Admitam que não são caucasianos!!! Odeio pobre... Até a praia deveria ser privatizada. Pelo menos o ambiente seria melhor e mais bonito...&lt;br /&gt;Só entendem de prostituição, roubo, tráfico e gravidez.&lt;br /&gt;Picham as ruas, falam alto, não tem educação, brigam, cheiram mal, se arrumam pior, e ainda não tem valores.&lt;br /&gt;Todos fingem não saberem a causa do caos carioca e brasileiro.&lt;br /&gt;Eu digo. A culpa é dos MISERÁVEIS!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ass:&lt;/strong&gt; um burguês indignado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                      Bruno Costa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-9161907056070968894?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/9161907056070968894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=9161907056070968894&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/9161907056070968894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/9161907056070968894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2008/10/retrato-carioca.html' title='Retrato carioca'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-4197414280050388591</id><published>2008-08-28T06:26:00.000-03:00</published><updated>2008-08-28T06:27:20.328-03:00</updated><title type='text'>Pra mim tem gosto do que é!!!</title><content type='html'>Olimpíadas, competições, modalidades coletivas ou individuais, o assunto era o mesmo nesse mês de Agosto de 2008. Madrugadas mal dormidas desejando a conquista.&lt;br /&gt;Espírito olímpico no ar; “aquela” expectativa de vitória, de missão a cumprir, de mostrar para o mundo que o Brasil pode e que somos sim um povo que luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que para questões relacionadas à torcida, relacionadas ao esporte, pra isso sim o “Brasil” tenha de sobra força de vontade pra lutar. Por exemplo, na última copa do mundo, me recordo que diversas pessoas eram liberadas do trabalho mais cedo para assistirem aos jogos, torcer e fazer voz para que o seu time fosse ouvido!  Batiam o pé por isso.&lt;br /&gt;E em dias olímpicos a vontade de ser melhor do que se é, bate forte. Almejamos com toda intensidade a cor dourada, que é o topo mais alto. Choramos juntos, sofremos juntos, nos alegramos juntos, damos o nosso melhor, cantamos o hino juntos, alguns xingam, outros silenciam, mas fato é que poucos ficam indiferente. Não há mal algum em torcer, em ser liberado mais cedo pra ver o time do coração jogar. Mas porque para outras questões como a política, por exemplo, não percebemos esse Brasil tão unido pra reivindicar seus direitos? Por que o esforço não é o mesmo, ou sequer parecido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em alguns momentos nas olimpíadas em Pequim a medalha de ouro esvaiu-se entre os dedos quando estava certa da morada que teria.&lt;br /&gt;Motivos pra isso? Diversos: falta de concentração, medo, insegurança, falta de sorte, falta de investimento, falta de fé, etc. Cada um tem a sua versão, além, claro, da nossa condição humana de sermos passível ao erro.&lt;br /&gt;Porém a questão não é falhar, mas sim assumir essa derrota. Muitos discursos tentaram encobrir de forma leviana a derrota digna de alguns atletas. Alguns não queriam se conformar com um amanhecer mais prateado que dourado e diziam aos quatro cantos:&lt;br /&gt; - Ah! Essa medalha pra nós é ouro, tem gosto de ouro e é isso que vale!!&lt;br /&gt;Não a nada de mais em perder, em lutar, treinar e não conseguir. O problema é tentar tampar o sol e não admitir que a medalha, na prática, tem gosto do que ela é. Se ela é prata que seja saboreada como tal. Sabe-se lá o que faltou pra ser dourada? Pode ter sido injusto, mas veio de outra cor, então aceite-a dessa vez e não pra sempre, na próxima faça uma melhor diferença. Porém dê o valor completo para a vitória que conquistou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo após o sonho olímpico, despertamos e deparamos com a realidade de eleições próximas. Será que nesse jogo apostamos todas as nossas fichas também? Será que acreditamos no Brasil e batemos no peito por um futuro melhor?&lt;br /&gt;Quem sabe nos próximos mandatos o governo (escolhido por nós) não invista mais em educação e esporte? Talvez os próximos finais olímpicos sejam diferentes e melhores que esse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joyce Abbade&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-4197414280050388591?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/4197414280050388591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=4197414280050388591&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/4197414280050388591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/4197414280050388591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2008/08/pra-mim-tem-gosto-do-que_1581.html' title='Pra mim tem gosto do que é!!!'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-8835767332025224426</id><published>2008-06-16T20:06:00.000-03:00</published><updated>2008-06-16T20:15:40.154-03:00</updated><title type='text'>Quanto vale?</title><content type='html'>Muito se fala hoje, em nossa sociedade, sobre uma grande mudança de nossos valores. Há ainda quem diga que simplesmente não os temos. Podemos notar grandes variações nos diversos modelos institucionais, como educação, emprego, moradia, casamento, família e, até mesmo a idéia de identidade.&lt;br /&gt;No entanto, fazem-se necessárias algumas reflexões sobre o assunto. Talvez, devêssemos buscar analisar melhor, quais valores operam em nosso meio; percebermos quais pressupostos e preceitos funcionam no mundo contemporâneo. É claro que, não podemos aqui, contemplar a amplitude deste tema. Porém, creio que podemos ponderar acerca de algums lógicas que se fazem valer na atualidade.&lt;br /&gt;Logo de início é preciso constatar o óbvio: nossa sociedade tem como "motor", o consumo. Todavia, um olhar mais aprofundado poderá notar que a questão não passa apenas por uma simples relação "compra-venda" de produtos, mas que, toda noção de liberdade comparece a esta lógica. O livre arbítrio proclamado na era neo-liberal não passa de uma liberdade para consumir. Nas propagandas mais diversas recebemos nossa alforria; "seja quem você quiser", à vista ou à prazo, débito ou crédito. "Aqui você pode!".&lt;br /&gt;Nossos ideais de justiça escarnecem dos movimentos sociais e encontram abrigo no Procon e, nossa cidadania, carrega debaixo dos braços o código de defesa do consumidor. Eis os seus direitos.&lt;br /&gt;A mídia proclama este axioma e captura a vida social, produzindo subjetividades faltantes, ávidas pelo consumo instantâneo e descartável. Um consumo de modas. Das roupas das novas coleções aos mais vendidos best sellers do momento. Na internet, um mundo de informações para você engolir, é claro, sem precisar ter o trabalho de mastigá-las. Imersos estamos no mundo das representações e o pensamento já não se faz mais necessário. O mercado de trabalho modifica-se a cada momento em cursos, livros, revistas e palestras para você se "atualizar" na corrida para ser o próximo Justos. Pura, ou melhor, impura ilusão que assenhoreia nossos sonhos e desonra nossa realidade.Nos tornamos consumidores de tecnologias descartáveis, celulares, televisores, sempre outros quando temos os nossos. Compramos estilos, programas, entretenimento. "Veja o que de legal vai acontecer. Você não pode perder".&lt;br /&gt;Corpos inadequados, fora de forma, mas sempre empenhados em conseguir o corpo perfeito. Cabelos lisos e escovados. Curvas definidas, musculos malhados, calorias contados. Prontos para o consumo, para a cobiçada vaga no mercado das relações. Tarefa ingrata de estar em harmonia com os últimos modelos estéticos lançados pelo Photoshop. Permanecemos incansáveis, porém sempre constrangidos pela eterna inadequação. Modelos divinizados, servos culpados.&lt;br /&gt;Toda essa lógica de ideais, leva, naturalmente, ao processo exclusão das más cópias, os incapazes. Todos os desataptados, pelos mais diversos motivos, são lançados fora. Lixo. Não vale nada. Axioma produtor de violência no cotidiano; das relações invisíveis às mais divulgadas pela imprensa. João Hélio para os assaltantes; empregada doméstica para os playboys; índio para os meninos de Brasília. Não servem.&lt;br /&gt;E pra você? O que vale?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Bruno Costa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-8835767332025224426?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/8835767332025224426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=8835767332025224426&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/8835767332025224426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/8835767332025224426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2008/06/quanto-vale.html' title='Quanto vale?'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-6444229495464658339</id><published>2008-05-16T21:12:00.000-03:00</published><updated>2008-05-16T21:13:59.775-03:00</updated><title type='text'>Além do que se vê!</title><content type='html'>O ano de 2008 tem sido um ano de comemorações.&lt;br /&gt;Refiro-me as comemorações aos 200 anos da chegada da família real portuguesa no Brasil! Pensando sobre este fato, é preciso refletir sobre o significado daquele e desse momento.&lt;br /&gt;Inicio do século XIX – caracterizado pelo fim do Brasil Colônia e o início de um Brasil Império: escravos, luta, corrupção, covardia, agressão... nada muito diferente do que temos hoje.. em 2008 no Brasil da República, país do futuro!&lt;br /&gt;Como colônia fomos governados por um Império Português, que detinha poderes econômicos, políticos e culturais sobre o Brasil. A realidade dos anos oitocentistas ainda impera nos anos 2000, porém não tão crua, um pouco menos visível.  Uma exploração constante de um Brasil colônia – desde sempre – explorado por “matrizes”. &lt;br /&gt;Regalias para uma corte “privilegiada”, “merecedora” do bom e do melhor, “superior”...  fosse pela linhagem sanguínea de uma realeza ou por consentimento divino de outrora (como nos tempos medievais), porém sempre com privilégios. Colonizadores que aqui queriam viver como se fosse Europa, num país em que os colonizados já tinham sofrido um processo de civilização e “forçados” foram a deixarem seus costumes e crenças em nome da “civilidade”. Refiro-me a grupos como os índios e os negros, por exemplo, que por muitas vezes foram proibidos de manifestarem seus hábitos culturais locais e tiveram que se adaptarem a aspectos culturais que não faziam parte de seus costumes, assim como as redefinições do panorama urbano da época.&lt;br /&gt;E hoje o que somos? O que absorvemos? O que criamos? O que recriamos? De fato não é uma resposta fácil de desenvolver, porém podemos refletir sobre essas questões e analisar se nos anos atuais somos ou não ainda tão dominados? Seja o domínio por países que ainda impõe – diretamente ou não - seus aspectos culturais como sendo os “mais adequados”, seja por um sistema capitalista financeiro ou uma exigência do mercado de trabalho que te “força” a não estagnar, seja por um desenvolvimento tecnológico cada vez mais crescente, que nos condiciona a almejar sempre a última novidade ou por uma lógica desenfreada de um consumo exacerbado que “permite” sermos reconhecidos, desejáveis, aceitos, merecedores, amáveis, etc. No entanto os que vão contra algumas “regras” do mundo contemporâneo não são tão bem quistos, os que não são lindos, os que não “esculpem” os corpos, os que são pobres, feios, sem estudo, sem dente, sujos, o que passam fome, os que não moram bem, os que não tem perna, os que não ouvem, os que não seguem a ditadura da beleza, os que não se flexionam para serem absorvidos pelo mercado de trabalho, os que reivindicam seus direitos e muitas vezes recebem o olhar de vergonha pelo “outro” que prefere ficar calado numa situação de injustiça porque simplesmente é mais fácil assim, porque não quer chamar atenção dos que estão a volta e podem pensar mal dessa atitude. No mundo contemporâneo o “lema” é preocupar-se com o particular, pois não há tempo pra pensar no outro, é se preocupar em estar incluído nos padrões de um sistema capitalista que nos insere numa lógica cada vez mais veloz. E o discurso contemporâneo utilizado tem sempre a mesma conotação: indicar uma incapacidade daqueles que não se esforçaram para chegarem ao mesmo nível do vizinho, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale comemorar a dominação de um povo que ainda possui mais da metade de sua população vivendo abaixo da pobreza - num país com a maior parte do povo apático politicamente, que pouco exige seus direitos, que normalmente vota e no ano seguinte já não se lembra mais em quem?&lt;br /&gt;Enfim, sabemos que além desses acontecimentos somos sim uma sociedade com diversas qualidades, porém faz-se importante pensarmos com clareza e enfrentarmos aquilo que tem nos consumido como seres humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joyce Abbade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-6444229495464658339?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/6444229495464658339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=6444229495464658339&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/6444229495464658339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/6444229495464658339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2008/05/alm-do-que-se-v.html' title='Além do que se vê!'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1159755183400154455.post-3766945035257534911</id><published>2008-04-07T03:07:00.000-03:00</published><updated>2009-05-11T22:57:53.844-03:00</updated><title type='text'>Intenções</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;"Refletir é algo que nunca se esgota e, portanto, escrever é sempre dizer alguma coisa ainda verde, ainda incompleta, titubeante. É ainda apalpar no escuro. Mas há que se tentar..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;João Augusto Pompéia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Após pensarmos sobre possíveis primeiros assuntos para iniciarmos as produções deste blog, resolvemos descartar os leques que se abriram. Percebemos então, que seria interessante começarmos pela idéia do porquê da criação deste espaço.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portanto, gostaríamos de iniciar nossas reflexões pensando primeiramente o título desta página, que pode parecer um tanto obscuro a princípio. Pensamos que este espaço poderia ser entendido como um dispositivo de discussão do cotidiano, dos acontecimentos do dia-a-dia. Ora, e como se dá nossa existência?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A cada momento somos atravessados por forças que nos afetam, transformando-nos. Estas forças que nos atravessam podem ser por exemplo, uma escola, ou uma igreja, família, acasos, pessoas, animais, etc. Através destas forças somos produzidos e produzimos enquanto pessoas, seres portadores de uma subjetividade sempre provisória, reconfigurando-se com, em e nos acontecimentos diários, a cada afeto sofrido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Partindo então deste pressuposto, nossa criação estará consonante ao nosso cotidiano e, nossa maneira de vê-lo e interpretá-lo. Nunca esquecendo que também atravessamos vidas, afetando-as. Sempre lembrando que nunca somos neutros e, este mito - o da neutralidade - aqui não existirá. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este espaço não pretende rotular uma maneira de enunciado, portanto diferentes meios de expressão serão contemplados. Abrindo espaço a criação do novo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entrem. Escrevam. Critiquem. Sejam conosco.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Novidades&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Percebo um mundo que não via antes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Com formas e moldes diferentes, distintos dos que me acostumei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Hoje percebo mudanças, desejo mudanças, luto por elas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Nem sempre fora tudo tão claro, tão límpido e tão latente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Em mim, intensas cores vibrantes relatam as diferenças.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Percebo o cair da chuva, que sempre esteve presente... porém, eu não a sentia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;E agora a chuva encontra morada nessa alma calada que quer se libertar do silêncio.&lt;br /&gt;Assim é a vida! Aproveite-a! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Preocupe-se menos com o perceptível (beleza, cabelos, normas, corpo, celulite, aparência, padrão)...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;E ofereça o imperceptível (o riso genuíno nos momentos marcantes, você por completo... com saúde)... cuide-se... e ofereça o melhor aos que ama... ofereça seus anos vindouros!!! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Compartilhe... seus conhecimentos... seus acontecimentos... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Viva... e transforme-se sempre que possível for.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1159755183400154455-3766945035257534911?l=costabbade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://costabbade.blogspot.com/feeds/3766945035257534911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1159755183400154455&amp;postID=3766945035257534911&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/3766945035257534911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1159755183400154455/posts/default/3766945035257534911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://costabbade.blogspot.com/2008/04/refletir-algo-que-nunca-se-esgota-e.html' title='Intenções'/><author><name>Bruno Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03377557128816312915</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_XSgRodoaISE/S42XQrUN9mI/AAAAAAAAADg/RwaS4y5fV9M/S220/15.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry></feed>
